Um grupo de nove nigerianos, que desembarcou no porto de Vila do Conde, em Barcarena, nordeste paraense, busca refúgio no Brasil. Eles procuraram a Defensoria Pública do Pará, neste sábado (12), durante o Mutirão Natal com Cidadania.
Segundo defensor Arthur Corrêa Neto, os dois primeiros nigerianos ouvidos pela Defensoria afirmaram que querem ficar no país como refugiados. Eles contaram que temem pelas vidas e que já tiveram familiares mortos pelo grupo islâmico Boko Haram.
Os defensores públicos Edgard Alamar e Arthur Corrêa Neto devem ir ainda hoje à sede da Polícia Federal no Pará checar a situação do grupo, que já estaria com a extradição definida a partir deste domingo (13). “Já entramos em contato com a Defensoria da União para fazer o Pedido de Refúgio e suspender a deportação”, afirmou Neto. A intenção, agora, é a possibilidade de concessão de visto permanente ou ainda asilo politico.
Os nigerianos desembarcaram no porto de Vila de Conde no dia 1º de novembro, depois de uma viagem de 12 dias da África ao Brasil. O grupo se escondeu em um navio cargueiro de bandeira turca e não sabia qual o destino da embarcação.
Descobertos a bordo, em águas internacionais, eles foram ouvidos na chegada pela Capitania dos Portos, prestaram depoimentos, e ainda foram encaminhados à Polícia Federal.
Todos os refugiados são homens, que contaram ter profissões diversas na Nigéria, como barbeiros e estivadores. Entre eles estão Idowu Adeyemi, 22 anos, John Bernard, 22 anos e Peace Coniam, 25 anos.
O grupo está em hotel simples, no centro de Belém, com a estadia paga pela empresa do navio. A Defensoria Pública informou ainda que já encontrou com o serviço de Assistência Social do Estado para ajudar também o grupo.
(Antonio Santos/DOL)
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