Em 2 anos, a produção do Cacau no Pará deve ultrapassar a da Bahia, tornando o Estado o maior produtor do fruto no País. Para se ter uma ideia da safra crescente da amêndoa na nossa região, estima-se que a produção, em 2015, será de 105 mil toneladas. Os produtores baianos acumulam um processo produtivo de 150 mil toneladas por ano. Mas o que torna o território paraense essa potência na agronegócio cacaueiro? A resposta está no investimento em pesquisa e incentivo ao plantio da matéria-prima do chocolate.
Segundo o superintendente federal da Agricultura do Pará, Josenir Nascimento, o fruto se adaptou bem à região amazônica. “Aqui temos o solo e um clima adequado para isso. Produzimos um cacau nativo da Amazônia.”, afirmou. E foi por aqui que o fruto chegou ao Brasil, em 1746, trazido pelo francês Louis Frederic Warneaux. No mesmo ano, Antônio Dias Ribeiro recebeu algumas sementes do colonizador francês e começou a cultivar a amêndoa em cidades como Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia, que levou a fama pelo fruto. Atualmente, quase toda a produção paraense – perto de 90% - é vendida para grandes empresas de tranding da Bahia. E é por meio destas empresas que o cacau paraense chega tanto ao mercado interno quanto externo. “Precisamos que o produto seja feito e verticalizado aqui, gerando receita para o Estado”, considera Josenir.
DIVULGAÇÃO
Existe um programa estadual de melhoria da qualidade do cacau, a partir de um grupo de trabalho da cacauicultura formado por técnicos da Secretaria de Estado de Produção Agropecuária e da Pesca (Sedap), junto com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), com ações voltadas para os produtores, destinadas a melhorar a qualidade da amêndoa paraense e divulgar o produto paraense em eventos nacionais e internacionais. O cacaueiro é uma planta tropical, pertencente à família das Esterculiáceas, encontrada em seu habitat, nas Américas. Do fruto do cacaueiro se extraem sementes que, após sofrerem fermentação, transformam-se em amêndoas, das quais são produzidos o cacau em pó e a manteiga de cacau. Em fase posterior do processamento, obtém-se o chocolate.
Da semente, também podem ser produzidos doces, sucos, refrescos e geleias. Da casca extrai-se a pectina, que se transforma em ração animal e pode ser usada ainda como fertilizante orgânico.
PRODUTIVIDADE EM NÚMEROS
A produtividade média do cacau no Pará atinge 950 quilos por hectare. Quase 80% da produção vem da agricultura familiar. A área plantada no Pará hoje é de 159 mil hectares, dos quais 119 mil estão em fase de produção, e vem se expandindo a uma taxa média anual de 15%. O fruto gera, hoje, 64 mil empregos diretos e 255 mil indiretos e renda circulante de R$ 787,5 milhões.
(Diário do Pará com informações da Agência Pará e Ceplac)
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