A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas no Estado do Pará (Coopanest-PA) informou que vai suspender os serviços prestados ao município de Belém a partir da próxima quarta-feira, 16, por falta de pagamentos. Segundo o órgão, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) já foi notificada, no dia 13 de novembro, do prazo de 30 dias para pagar quase R$ 2 milhões, mas, nenhuma providência teria sido tomada até o momento.
Somando todos os hospitais onde os médicos atuam, incluindo os Prontos-Socorros do Guamá, 14 de Março (Mário Pinotti) e Mosqueiro, o total da dívida, segundo a Coopanest-PA, soma exatos R$ 1.837.402,40 até a fatura do mês de outubro. Com a fatura vencida em novembro, a dívida da Sesma com os médicos já ultrapassaria a casa dos R$ 2 milhões. A diretoria financeira da cooperativa alega que, nas diversas reuniões realizadas com a Sesma, a resposta é de que a Prefeitura está sem verba e que a secretaria estaria aguardando liberação de recursos pela Secretaria de Finanças (Sefin). Porém, a Coopanest-PA diz que a resposta tem sido recorrente a cada reunião com a Sesma, sem que haja a efetivação da liberação dos recursos.
AVISO
Neste mês de dezembro, a direção da Coopanest diz que reiterou apelo feito nos ofícios anteriores, e informou sobre suspensão no próximo dia 16. A diretoria da cooperativa diz que a paralisação não é desejo dos médicos, que fazem questão de trabalhar pela saúde da população mesmo com atrasos, como vem ocorrendo. “O que não é mais possível para os profissionais é suportar o acúmulo dos atrasos, que tem gerado prejuízos diretos aos profissionais pelo fato de já terem ultrapassado quatro meses”, diz a entidade.
Inicialmente ocorrerá suspensão de cirurgias eletivas, (marcadas por agendamento). Será mantido atendimento médico de urgência. “Sabe-se que o atraso nas cirurgias agendadas também causam muitos transtornos para a recuperação dos pacientes”, diz a Coopanest, que apela para a sensibilização da Prefeitura “para que estes prejuízos aos pacientes sejam evitados”. Procurada pelo DIÁRIO, a Sesma não se manifestou sobre o assunto.
(Diário do Pará)
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