As denúncias sobre o descaso com a saúde em Belém são constantes. O mais novo relato é o de uma servidora da prefeitura municipal, que afirmou ter sido orientada a tomar vacinas antirrábica e antitetânica após ser mordida por um animal. Entretanto, ela conta que foi em pelo menos sete unidades de saúde e não encontrou nenhum dos medicamentos.
"Fui levar meu gato para ser vacinado no sábado (12), no Centro 4, na Marambaia, quando ele se assustou com dois cachorros e acabou me mordendo", afirmou Rosalinynn Oliveira. "O médico passou a medicação e me orientou a tomar as duas vacinas. Fui na enfermaria, mas o local não tinha nenhuma das duas vacinas. Ai foi que comecei a procurar".
Segunda a servidora, ela procurou a vacina em seis outras unidades de saúde no domingo (13) e manhã de segunda-feira (14), como o Hospital Samaritano, o Pronto Socorro Mário Pinotti, a Upa de Icoaraci, o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb) e unidades de saúde do Tapanã e Benguí, mas também sem sucesso.
"Na Upa de Icoaraci, eles chegaram a falar que tinham a vacina antirrábica, mas que só poderia ser usada em casos de emergência, momentos depois da mordida, o que não era meu caso, pois só fui lá hoje", continuou.
"Mesmo o Ipamb, que pagamos mensalidade, não tinha a vacina. Um absurdo uma cidade do tamanho de Belém não oferecer tratamento para esses casos, que são muito perigosos", completou a servidora.
O DOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e aguarda posicionamento.
(DOL)
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