Sindicato das escolas não compareceu e reunião terminou sem acordoNenhum representante do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe) foi à reunião, ontem, promovida pela Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/PA) para discutir o reajuste das mensalidades escolares. Esta ausência preocupa os membros das demais entidades que tentam chegar a um consenso sobre o percentual do aumento. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se nenhum acordo for fechado, os pais devem preparar o bolso para pagar bem acima da inflação, que deve fechar o ano em 10,5%. O Procon chamará novamento o sindicato para uma outra reunião.
PLANILHA
As escolas representadas pelo Sinepe não são obrigadas a fechar acordo. No entanto, precisam apresentar uma planilha aos pais justificando os motivos do reajuste. No ano passado, não houve acordo e os reajustes foram grandes. “Tiveram escolas que reajustaram até 3 vezes mais que a inflação”, afirma Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese.
Para o diretor geral do Procon/PA, Moisés Bandahan, a ausência do sindicato na reunião é preocupante. Segundo ele, este ano várias denúncias foram feitas ao Procon de reajustes abusivos e 3 escolas chegaram a ser autuadas porque não apresentaram nenhum tipo de melhoria que justificasse o aumento.
Suely Menezes, presidente do sindicato que representa as escolas particulares disse ao DIÁRIO, em novembro passado, que não haveria acordo com os órgãos de defesa do consumidor para o reajuste de 2016. “Estamos com 40% de inadimplência no Estado, então estamos diante de uma situação ímpar”, disse Suely, na ocasião.
(Diário do Pará)
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