Adquirir um imóvel está sempre no topo da pirâmide de quem quer conquistar a estabilidade familiar e financeira. Afinal, todos precisamos de um lugar para chamar de lar. Entretanto, o preço alto e a burocracia para possuir o bem, podem transformar esse desejo em uma imensa dor de cabeça. Mas, para livrar você do sufoco, o DIÁRIO mostra quais caminhos seguir e ter a chave da sua casa no menor tempo possível.
Segundo o economista e consultor econômico Carlos Max Miranda, é consenso que o valor comprometido com as prestações para a aquisição de um imóvel não ultrapasse 30% do seu orçamento familiar, sendo essa uma margem confortável para arcar com os demais compromissos, tais como: alimentação, escola, transporte, saúde, lazer e outros. “O ideal é financiar o mínimo possível, pagando grande parte do investimento à vista”, garante. Ele explica que o prazo de financiamento pode chegar a 40 anos, para que a prestação seja menor. Mas é preciso ter um recurso extra para custos como a avaliação do imóvel a ser adquirido, os custos com as certidões, escritura, registro e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
Em média, esse custo varia entre 6 a 8% do valor do imóvel a ser adquirido. É preciso considerar ainda os custos de transporte da mudança, as adequações que podem ser necessárias (pintura, instalações elétricas, quebra de paredes e etc). Como sempre, o segredo é manter as dívidas controladas. “É preciso ter seus gastos fixos e variáveis todos planilhados e executados conforme o que está programado”, garante. A dica de Miranda também é buscar rendas adicionais, como prestações de serviços, como dar aulas e fazer artesanato, por exemplo. “Nesses tempos de férias, você fazer cursos para adquirir habilidade adicionais que poderão contribuir para seus sonhos de construir um patrimônio sólido e sustentável”, diz.
SEGURANÇA
Carlos considera que ter uma poupança nesse momento de sonhar com a casa própria é necessário. “Ter uma boa poupança significa dormir em paz, ter bons sonhos e enfrentar a vida com mais segurança, pois há um lastro que garante esse bem-estar, considera. “Poupar deve ser uma cultura que deve ser cultivada sempre”. Aliado à poupança, o economista considera que os imóveis ainda são um investimento seguro. “Você pode ganhar dinheiro de duas formas: uma com a renda de aluguéis e a outra forma provém da valorização do imóvel com o passar do tempo”, garante. Porém, os resultados só aparecerão em longo prazo, com a valorização local, como os bairros, por exemplo, ganharem benfeitorias públicas.
O militar Paulo Macambira, 42 anos, e a esposa Aline Amanajás, 37, advogada, fizeram o financiamento de uma casa, pensando na moradia. Eles começaram a pagar as prestações, mas uma nova aquisição de outro imóvel, um apartamento, mudou os planos. Agora, a casa financiada foi alugada e, do rendimento com o aluguel, eles pagam o valor da mesma. “É uma via de mão dupla. Hoje, a gente mora em um imóvel e o outro financiado se paga por estar alugado”, afirma.
Paulo considera que esse controle só foi possível com o orçamento em dia. “Apesar de o orçamento ter apertado um pouco, a gente ainda consegue se organizar”, declara. Ele diz que, para fechar um negócio imobiliário, a localização do empreendimento é um fator importante. Em seguida, a segurança e o lazer. “Levei em conta o fato de ser em um condomínio fechado e ter todos os itens que queria”, reitera.
(Fábio Nóvoa/Diário do Pará)
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