O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), já está deslocando uma ponte metálica para criar um desvio e restabelecer o tráfego na BR-230, em Pacajá. Na última terça-feira, a ponte que cruza o Rio Arataú, na rodovia Transamazônica, não suportou o peso de uma carreta carregada de madeira e desabou. Ontem, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Helder Barbalho, fez um apelo ao diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro da Silveira, para que o tráfego seja normalizado o mais rápido possível, como forma de evitar maiores perdas para os moradores da região.
A ponte que desabou fica no trecho da rodovia entre os municípios de Novo Repartimento e Pacajá, no Sudeste do Estado. Valter Casimiro disse que já estão sendo mobilizadas equipes do Dnit de Marabá para o local do acidente. A ponte metálica será instalada por homens do Exército. “Vamos fazer 2 desvios provisórios para permitir a trafegabilidade no local. Além disso, a pedido do ministro Helder, estamos fazendo uma contratação emergencial para restaurar a ponte onde ocorreu o acidente”, disse Casimiro.
O diretor explicou que o desvio deve estar concluído em, no máximo, 6 dias. As obras de recuperação da ponte, por sua vez, devem se estender pelos próximos 2 meses, dependendo das condições climáticas na região. Será usada a mesma estrutura metálica utilizada para recuperar o trecho que caiu no ano passado. A estrutura provisória permanecerá no local até que a ponte danificada seja recuperada.
Valter Casimiro ressaltou que o trecho da ponte que cedeu no acidente de terça-feira não é o mesmo que caiu há cerca de 1 ano. “O trecho que cedeu por causa do peso da carreta não apresentava problemas na época. Porém, o excesso de peso de carretas que trafegam no local provocou a queda”, informou o diretor.
Valter Casimiro lembrou que não existem balanças para aferir o peso das carretas que trafegam no local. “O excesso de peso expõe risco de desmoronamento de outras pontes na região”, alertou. Ainda de acordo com ele, o Governo Federal vai abrir uma licitação para obras de construção de novas pontes permanentes na região. Porém o prazo para conclusão de todo o processo deve ser superior a 2 anos. “O ministro Helder me comunicou sobre os prejuízos gerados pela impossibilidade de travessia da ponte. Estabelecemos prioridade para que seja restabelecido o tráfego”, reforçou.
(Foto: divulgação)
ESTRUTURA
Para o ministro Helder, é preciso resolver, de forma definitiva, o problema de trafegabilidade no Estado. “O Pará tem uma população de mais de oito milhões de habitantes que, no entanto, ainda sofre com a infraestrutura precária”, lamentou o ministro. O trecho da BR-230, onde aconteceu o acidente que provocou a queda da ponte foi interditado há cerca de 2 meses pela população local durante seis dias. Os moradores reivindicavam melhorias nas estradas da região e reforma das pontes que ficam nesse trecho, entre elas a ponte sobre o Rio Arataú.
(Luiza Mello/Brasília)
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