Aos 7 meses de gravidez, a comerciária Carolina Queiroz, 30, está percorrendo os postos de saúde de Belém para tentar tomar a vacina contra a hepatite B, para o pré-natal. Porém, segundo a sua mãe, a aposentada Maria do Socorro Queiroz, 57, a busca parece que não terá sucesso, uma vez que a comerciária ainda não conseguiu se imunizar.
“Já percorremos vários postos e todos informam que estão sem a vacina”. Socorro diz que já foi com a sua filha nas unidades de saúde do Curió Utinga, do bairro do Marco e o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb). “Quando procuramos o serviço de informação pelos telefones que eles disponibilizam, informam que não há previsão para a vacina chegar”, contou. Maria afirma que teme pela saúde da filha. “Tenho medo, não só por ela, mas por todas as outras gestantes que precisam da vacina, que faz parte do pré-natal”.
SEM ATENDIMENTO
Ontem, o DIÁRIO foi até o posto do Marco, um dos locais percorridos por Carolina, mas a unidade de saúde estava com as portas fechadas. No portão de entrada, um cartaz avisava que o posto não estava funcionando por causa de um “planejamento para o ano de 2016”. Ainda segundo o aviso, o atendimento seria retomado na próxima segunda-feira.
“O jeito é tentar arrumar dinheiro para a minha filha tomar a vacina na rede particular, já que não temos direito na saúde pública”, desabafou Socorro. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) foram procuradas, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.
(Gerllany Amorim/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar