Chegou em Belém, na madrugada desta terça-feira (22), o submarino que foi apreendido no último dia 15 no município de Vigia, no nordeste paraense. A embarcação, que estava sendo construída às margens de um igarapé na região do Furo da Laura, no rio Guajará-Miri, seria utilizada para transportar grandes quantidades de droga em um esquema de tráfico internacional de entorpecentes. A embarcação vai passar por uma segunda perícia criminal e depois ficará retida à disposição da Justiça.
Após ser retirada do igarapé por policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu), no dia 17, a embarcação foi levada inicialmente ao cais da localidade de Porto Salvo, zona rural de Vigia, de onde foi conduzida até a Vila de Penhalonga, no dia seguinte.
No final da tarde, após a retirada de parte do óleo e de garrafões de água que estavam a bordo, o submarino foi conduzido de Vigia à base do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), localizada na rodovia Arthur Bernardes, em Belém. A operação de remoção foi feita com apoio de uma lancha do Corpo de Bombeiros. Por volta das 2h de hoje, após cinco horas de viagem, o submersível chegou na capital.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
O submarino, que tem cerca de 17 metros de comprimento, três de altura por três de diâmetro, foi projetado para transportar aproximadamente 20 toneladas de carga e comporta uma tripulação de até 30 pessoas.
O submarino seria usado no escoamento de grandes quantidades de drogas para fora do país, possivelmente, com destino aos Estados Unidos e ao continente europeu. No local onde foi encontrado o submergível havia ainda um estaleiro e um alojamento, indicando que o local servia como base de operações da organização criminosa, formada por menos 15 pessoas. As investigações apontam também que o grupo estava instalado no local desde o mês de setembro.
APREENSÃO
O veículo náutico foi encontrado quando estava em estágio final de construção, restando apenas a instalação de alguns equipamentos eletrônicos. O submarino possui desde sonar e sistema de refrigeração interno. De acordo com investigações da Polícia Civil, as suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico de cocaína e o veículo seria usado no escoamento de grandes quantidades de drogas para fora do país, com possíveis destinos aos Estados Unidos e Europa. Ainda segundo a Polícia Civil, o submarino custaria mais de um milhão de reais.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
O submarino foi encontrado após denúncias anônimas recebidas pela Delegacia Geral, na última segunda-feira, 14, quando o serviço de Disque-Denúncia (181) obteve informações de que embarcação estava sendo construída no litoral de Vigia. No local, a Polícia Civil encontrou o estaleiro que servia de base para operações da organização criminosa, que seria formada por um grupo de aproximadamente 15 pessoas, que estariam na área desde setembro deste ano. No furo que dava acesso ao estaleiro, uma placa foi instalada com a mensagem: “Não entre sem permissão. Área particular”, como forma de afastar ribeirinhos que moram ou trafegam pela região. Foram encontrados ainda diversos tanques de combustível e armas falsas imitando fuzis, feitas à base de madeira.
No interior da ilha, policiais civis localizaram duas barracas, sendo uma delas usada como estaleiro para construção das peças utilizadas no submarino. A outra barraca era usada como alojamento. Também foram localizadas caixas de produtos eletrônicos encontradas com dizeres em espanhol, como “La Columbia” e “Guerrilha 762”.
Veja imagens do submarino:
(DOL, com informações da Polícia Civil)
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