São 756 os cursos de nível superior considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação (MEC). A informação foi divulgada na manhã da última sexta-feira (18), em Brasília. Esses cursos obtiveram notas 1 e 2 no Enade, indicador que tem a nota máxima 5.
A avaliação considerou os índices alcançados em 2014 de um total de 6.805 cursos, de instituições públicas e particulares, de todo o país. No Pará, apenas uma instituição de ensino teve conceito insatisfatório. A Faculdade da Amazônia (Faam) obteve conceito 2 no curso de Letras - Habilitação Português/Espanhol no Enade.
Aqueles com baixo desempenho no CPC passarão por medidas de regulação e supervisão, anunciou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Além de não poder abrir novas vagas, também serão impedidos de realizar novos contratos de programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Universidade para Todos (ProUni). Não serão autorizados, ainda, a utilizar o curso superior como referencial para aderir ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
As instituições de ensino superior também foram avaliadas por meio do Índice Geral de Cursos (IGC), que mostrou 285 com desempenho insatisfatório. Todas serão impedidas de abrir novos cursos e estarão sujeitas a assinar um protocolo de compromisso com o ministério, garantindo medidas que recuperem sua qualidade.
Por meio de nota, A FAAM informou que “o curso de Letras – habilitação Português/Espanhol recebeu nota 2. Contudo, a FAAM está analisando os fatores que podem ter gerado esse resultado e, até mesmo, requerer uma nova análise do resultado, visto que o curso de Letras contribuiu para o IGC 3 da instituição”.
Afirmou ainda que “no ano de 2013 a FAAM recebeu do Ministério de Educação – MEC a nota 3, numa escala que vai até 5, para o IGC – Índice Geral de Cursos e a nota de 2014, permaneceu a nota 3, o que credencia a instituição fazer a solicitação de novos cursos”.
A Faculdade expõe que o conceito 3 no ICG é “um bom conceito que não fica atrás das grandes IES do Estado do Pará e do Brasil”.
(DOL, com informações do MEC)
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