O corpo do sargento Cláudio Silvestre foi conduzido para o Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar, em Belém, para ser velado por familiares, amigos e colegas de profissão. Ele foi encontrado na manhã deste domingo (27), em área próxima a ilha de Cotijuba.
A tarde, o corpo foi levado do Grupamento Fluvial dos Bombeiros para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por necropsia.
Silvestre estava desaparecido desde a tarde da última sexta-feira (25). O local do sepultamento ainda não foi confirmado.
ACIDENTE OU NEGLIGÊNCIA?
O sargento Silvestre e o cabo Vieira estavam atuando na ilha de Cotijuba e faziam o percurso da praia Vai Quem Quer à do Farol, no final da tarde do dia 25, sexta-feira, quando o bote inflável em que viajam sofreu uma pane mecânica e ficou à deriva.
Com a chuva intensa e os ventos fortes, o clima no bote estava muito frio. Foi quando Silvestre e Vieira decidiram entrar na água morna, para se aquecerem.
Eles ficaram segurando na borda da embarcação, mas o vento e a tempestade provocaram marolas muito fortes, arremessando o cabo e o sargento para longe do bote.
"Fui levado para um lado e o sargento, para o outro", disse o cabo Vieira, a um colega da Corporação, tão logo foi socorrido, na praia do Vai Quem Quer.
Uma grave denúncia apurada pelo DIÁRIO seria de que a embarcação não tinha equipamentos básicos de segurança para os militares que atuam no Grupamento Fluvial.
Segundo uma fonte de dentro dos Bombeiros, não havia coletes nem flutspuma (equipamento próprio para flutuação) a bordo, o que obrigou os dois bombeiros a ficar segurando no bote, enquanto esquentavam os corpos na água, até serem arrastados pela correnteza.
Se essas informações forem confirmadas, o Governo do Estado pode ser responsabilizado pelo episódio, por não ter oferecido equipamentos obrigatórios aos militares.
(DOL)
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