O aposentado Jair Ramos mora há 42 anos na passagem Santo Antonio, no bairro do Atalaia, em Ananindeua, entre as ruas Curuçá e Santa Maria. Nesse tempo todo, ele não se lembra de ter visto sequer uma vez o pequeno trecho de cerca de 100 metros de comprimento receber qualquer tratamento de saneamento básico. No início de 2015, uma emenda do já falecido deputado estadual Guilherme Guerreiro (PV) garantiu R$ 360 mil para o asfaltamento de todo o bairro. Mas Jair conta que nem metade das ruas foram beneficiadas e, mais uma vez, sua via ficou de fora. “Não se sabe o que foi feito do dinheiro”, afirma.
Enlameada quase o tempo todo, a rua tem uma espécie de calha improvisada que Jair e outro vizinho cavaram na marra para tentar diminuir o problema do alagamento, que chega a um ponto tal que as pessoas não conseguem sair de suas casas - ou saem com a água batendo nos joelhos. Cerca de 16 famílias passam pelos transtornos de morar em uma área que nunca recebeu esse tratamento adequado. Jair conta que buscou mais de uma vez a Prefeitura e a Câmara de Vereadores em busca de soluções e recebeu como resposta ou que a rua já foi asfaltada, pelo planejamento da administração municipal, ou que a mesma não existe.
O DIÁRIO chegou ao local com a ajuda de um GPS de celular, que indicou com rapidez a rota certa para a passagem. “Na época da eleição, o Pioneiro veio aqui pedir voto e disse que ia resolver. Quero saber o que ele vai dizer esse ano quando vier de novo”, alfinetou o morador, referindo-se ao atual gestor município, Manoel Pioneiro (PSDB). A reportagem tentou contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura por e-mail e telefone para tratar do assunto, mas não obteve retorno.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar