“Só de imaginar que vai chover eu já entro em pânico, pois não sei mais o que fazer para tentar salvar meus móveis dos alagamentos”. Este desabafo da costureira Nazaré Valente, 58, mostra o desamparo pelo qual vivem os moradores da rua W3, do conjunto Cohab, bairro da Campina, no distrito de Icoaraci.
Embora a via seja asfaltada, é diante da lama, lodo e água parada que ela mora. Segundo Nazaré, o problema foi agravado depois que a Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Icoaraci, revitalizou uma rua vizinha, a 8 de Maio. Entretanto, o trabalho foi feito de uma forma que não permitiu o escoamento da água das ruas S3, S4, W2 e W3. O professor de karatê Márcio Wanderlei da Silva, 36, é mais um prejudicado com o alagamento das casas, quando chove. No seu imóvel, funciona uma academia de artes marciais.
Para não prejudicar as aulas, ele construiu um batente na porta para tentar conter a entrada da água. A esposa de Márcio, a pedagoga Paula Botelho, 28, está grávida de 8 meses. O marido teme que ela contraia doenças causadas pela falta de saneamento da rua. “Nessa lama há de tudo, larvas de mosquitos que não sabemos a origem, lixo e coisas podres. Tememos, pois nosso filho vai chegar na época chuvosa”, lamentou. O DIÁRIO entrou em contado com Agência Distrital de Icoaraci, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(Gerllany Amorim/Diário do Pará)
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