Quem precisa de atendimento médico e recorre ao Pronto Socorro Municipal (PSM) do Guamá, em Belém, encontra um cenário que lembra atendimentos em uma campanha de guerra: pacientes pelos corredores, consultas feitas às pressas e funcionários sem as condições necessárias para desenvolver um bom trabalho.
A esposa de um paciente internado no local denunciou à reportagem do DOL na manhã desta segunda-feira (04) a situação precária para pacientes e funcionários no hospital.
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A entrada do PSM do Guamá se confunde com uma sala de consulta, já que vários pacientes são atendidos no local. Foto: Via WhatsApp
"Aqui no PSM está um caos total a ponto de explodir. Tem dias que faltam medicamentos, sondas e o atendimento de alguns funcionários é o mas horrível possível. Temos que dividir o banheiro com pessoas que estão pendendo sangue e tomar banho junto com homens", relatou.
A situação é desesperadora para pacientes que seguem sem previsão de serem atendidos. "Meu esposo está aqui desde terça-feira e o neuro cirurgião que veio na quarta disse que vinha na quinta. Até agora nada, nenhum diagnóstico... Estamos feito madeira na água, flutuando sem saber o dia que o médico vem pelo menos olhar na cara do paciente pra dizer o que tem" (sic), disse revoltada.
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A limpeza nos quartos ocorre em meio aos pacientes e acompanhantes. A poeira e outros detritos incomodam quem está internado no local. Foto: Via WhatsApp
Ainda de acordo com a denunciante, "tem dias que ele colocam um (paciente) por cima do outro. Os médicos nem examinam os pacientes, só fazem perguntar o que estão sentindo e pronto, passam remédios", declarou se referindo ao apressado atendimento no PSM.
A reportagem do DOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para saber que providências serão tomadas após as denúncias e se há previsão para melhorias no sistema de saúde do município.
(DOL)
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