A Belém propagada pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) está longe da realidade observada nas ruas. Próximo aos canais, a grande quantidade de entulhos é alvo de reclamações. “É um constrangimento ver a frente da minha casa nessa situação”, lamentou o eletricista Antônio Carlos Nascimento, 55. Na frente da sua casa, na travessa Vileta com a rua União, no bairro do Marco, uma poça de lama toma toda quase toda a rua.
Os moradores reclamam da falta de saneamento e dizem não saber mais o que fazer para chamar a atenção do poder público. Segundo Antônio, o canal da Vileta não recebe limpeza adequada há um bom tempo. O entulho que fica ao lado do canal da Vileta, próximo à sua casa, tem até sofás.
“Essa água empoçada está aí há pelo menos 2 anos, é suja e não se sabe que doenças podemos pegar”, reclamou Carlos. Ele conta que, para sair de casa, tem de se equilibrar nas calçadas. Para tentar impedir que a lama invada a sua casa, ele já suspendeu a calçada por 3 vezes. Na travessa Visconde de Inhaúma, o drama vivido pelos moradores é semelhante.
ENTULHO
“O carro do lixo passa para a coleta, mas o entulho não pode ser retirado, então isso fica aí esquecido”, contou o autônomo João Alencar, 45, que mora na Visconde de Inhaúma, esquina com a travessa Timbó, no bairro da Pedreira. O canal da Visconde, segundo ele, virou até abrigo de moradores de rua, que vivem junto aos entulhos. O canal da travessa Quintino Bocaiuva, entre a ruas Tupinambás e Apinagés, é igualmente ruim.
A comerciante Telma Fernandes, 42, mora há 20 anos em frente ao canal e reclama da falta de limpeza. “Em 2015, não vimos limpeza no canal nenhuma vez. Isso atrai mosquitos e doença, além do cheiro, que é insuportável”, reclamou. A Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Gerllany Amorim/Diário do Pará)
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