O ano de 2015 não foi dos melhores para os trabalhadores do Pará, segundo o Dieese/PA. Pesquisa divulgada ontem mostra que cerca de 24 mil postos de trabalho foram eliminados. Com isso, o Pará foi o segundo Estado da Região Norte em declínio de empregos formais, ficando atrás apenas do Amazonas, com saldo negativo de 28.217 postos de trabalho, seguido por Rondônia (13.129 postos a menos) e Amapá, que deixou de gerar 3.974 postos. Apesar da queda, o Estado proporcionou mais de 300 mil chances de empregos formais ao longo do ano.
Os dados mostram, ainda, que houve 318.415 admissões contra 342.352 demissões, ocasionando um saldo desfavorável de 23.937 postos de trabalho no setor formal da economia, levando assim a um recuo no crescimento de 2,95% no emprego formal. Entre janeiro e novembro de 2014 a situação foi oposta: o Estado registrou crescimento no setor de empregos formais, com 390.761 admissões contra 353.429 demissões, resultando em um saldo positivo de 37.332 postos de trabalho.
Dentre as áreas atingidas com dispensas, se destaca principalmente o setor de construção civil, com queda de 15,22%, seguido da agropecuária com 3,67%, indústria de transformação com 1,69% e o setor comerciário, com queda de 0,59%. Somente o setor extrativo mineral exibiu saldo positivo de empregos formais, marcando um acréscimo de 0,80%.
Apesar de elaborado pelo Dieese, os dados têm como base informações oficiais repassadas pelo Ministério do Trabalho, a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
(Matheus Miranda/Diário do Pará)
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