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Quase 5 mil casos de dengue confirmados no Pará

Um total de 4.944 casos de dengue, 14 de febre chikungunya e outros 42 pacientes com zika compõem o 14º e último Informe Epidemiológico de 2015 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). As 3 doenças são transmitidas pelo mesmo vetor, o m

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Um total de 4.944 casos de dengue, 14 de febre chikungunya e outros 42 pacientes com zika compõem o 14º e último Informe Epidemiológico de 2015 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). As 3 doenças são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti.

Os dados de dengue divulgados ontem mostram que, em média, são confirmados 13 casos da doença por dia. Houve um aumento de 51,60% na quantidade de doentes no Pará em relação a 2014, que terminou com 3.261 ocorrências. Em relação à zika, o cenário paraense vem se mantendo estável desde dezembro passado.

A exemplo do que aconteceu em 2014, 5 mortes por dengue foram confirmadas ao longo de 2015, sendo duas na capital e outras 3 em Altamira, Irituia e Rurópolis. A morte ocorrida no município de Breves, em dezembro do ano passado, foi descartada por ter tido resultado laboratorial para leptospirose.

A Sespa garante que o vírus da febre chikungunya está controlado, e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Em 2015, 14 casos importados da doença foram confirmados no Pará por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas (IEC).

Os vírus da dengue, chikungunya e zika levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por 4 sorotipos diferentes do vírus.

A doença é caracterizada por febre repentina, dores musculares e falta de ar. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte. O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações.

ZIKA

No caso específico do zika vírus, que ganhou notoriedade e despertou preocupação sobretudo entre as grávidas, a Sespa confirmou 42 casos da doença no Estado. Todas as situações foram confirmadas pelo IEC como autóctones - quando a doença é contraída dentro do município. O tratamento para a zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor da doença.

CUIDADOS

No dia 22 de dezembro passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina Dengvaxia, que previne contra os 4 tipos de dengue. Especialistas, porém, alertam que, mesmo quando a vacina começar a ser comercializada no País, os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti devem continuar sendo redobrados.

Apesar da transmissão se dar por meio do mesmo mosquito, a vacina não previne o zika vírus nem a febre chikungunya. Qualquer recipiente que possa acumular água pode se tornar criadouro do Aedes. Hamilton Monteiro, entomologista da sessão de arbovirologia e febres hemorrágicas, do Instituto Evandro Chagas (IEC), explica que o cenário urbano tem oferecido vários lugares para o mosquito se reproduzir.

RISCOS

Com a chegada das chuvas, o lixo espalhado nas ruas, calhas e até mesmo as fossas tem oferecido riscos à saúde. “Todos devemos estar empenhados. Cada um tem de fazer a sua parte e tentar conscientizar o vizinho. Deve ser uma prevenção constante”, diz Monteiro.

Segundo o especialista, o 1º cuidado é eliminar os focos: retirar tudo que possa acumular água parada, pois o desenvolvimento da larva varia entre 10 e 12 dias, dependendo da temperatura. Quanto mais quente for, mais rápido nascerá o mosquito. Somente o Aedes fêmea pica a pessoa, pois precisa de nutrientes do sangue para ser fértil. Também prefere atacar durante o dia. “É possível combater o mosquito para chegar a níveis aceitáveis. Se tiver uma densidade de mosquito baixa, haverá menos gente doente”.


(Michelle Daniel e Redação com informações da Agência Pará)

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