A vida é um constante fluxo de vivências e histórias, e cada momento pode ser encarado como único e especial. Muitos deles merecem ser guardados além da memória. Para esses casos, há pessoas que conseguem registrar os instantes com maestria: os fotógrafos, que são lembrados nesta sexta-feira (8), quando se comemora o Dia do Fotógrafo.
Com o barateamento de equipamentos e até celulares com boas câmeras, a fotografia acabou se popularizando nos últimos anos e, para profissionais e amadores, acabou se tornando uma paixão e modo de viver. Mas, para os fotógrafos, ter equipamento e apertar um botão não é o suficiente.
“Hoje em dia você pode comprar uma câmera boa por pouco dinheiro, com capacidade para fazer fotos maravilhosas. Celulares também são uma porta de entrada. Mas o fotógrafo precisa ter noções de enquadramento, de composição”, afirma Ricardo Amanajás, repórter fotográfico do jornal Diário do Pará.

O repórter fotográfico Ricardo Amanajás faz da fotografia o seu modo de vida. (Foto: Arquivo Pessoal)
No mundo da fotografia desde 1998, quando trabalhou em um estúdio de revelação, Ricardo trabalha, além do fotojornalismo, com fotografia de eventos, como casamentos e formaturas, e fotografia publicitária.
“Cada tipo e objetivo da fotografia tem um procedimento. O fotojornalismo tem uma linguagem, a cobertura de envento tem outra... o fotógrafo tem que ter esse conhecimento, uma visão apurada”, continuou. “Uma pessoa pode fazer uma foto linda, claro, mas o profissional tem que entender os procedimentos do tipo de foto que vai fazer e garantir a imagem adequada”.

Mais do que apertar um botão, o fotógrafo deve ter noções de enquadramento e composição da fotografia. (Foto: Ricardo Amanajás)
PAIXÃO DE AMADOR
Enquanto alguns decidem garantir o pão de cada dia com fotografia, outros decidem seguir pela área pela paixão. Sem se considerar um “fotógrafo”, o editor multimídia Maycon Nunes dança com a fotografia desde 2002, quando começou a fotografar entre amigos e tomou gosto pela coisa. Conciliando a fotografia com a experiência como missionário, encontrou nas câmeras uma forma de se aproximar das pessoas.
“Vejo a fotografia como um modo de contar histórias, conhecer as pessoas”, afirma. “O termo fotógrafo é uma coisa complicada. Eu me considero um cara curioso com uma câmera na mão”.
Com uma página no Facebook, Maycon publica seu trabalho, com muitas fotos voltadas sobre pessoas e moradores de rua.
“Alguns equipamentos são caros, às vezes estou com lentes emprestadas. Mas prefiro arriscar o equipamento para fotografar em certos espaços, garantir uma cena legal”.
(DOL)
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