O preço da alimentação básica dos paraenses findou 2015 com acréscimo de 14%, ou seja, acima da inflação estimada de 11% para o mesmo período, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas Socioeconômica (Dieese/PA). Em dezembro passado, o custo da alimentação do paraense custou em média R$ 351,38, comprometendo quase 48% do salário mínimo, até então de R$ 788. Dessa forma, o último mês do ano apontou aumento nos preços em relação ao mês de novembro, alavancando 7,89% nos valores.
De acordo com estudos do Dieese, esse aumento foi registrado em todas as 18 capitais onde a pesquisa foi realizada. Na capital paraense, o tomate liderou o aumento do valor da cesta básica, com reajuste de 28,84%, seguido do açúcar, com alta de 13,81%; feijão (9,85%); óleo de cozinha (9,30%); carne bovina (5,87%); farinha de mandioca (5,42%); arroz (4,85%); banana (3,40%), manteiga (3,34%), pão (2,36%) e o leite com alta de 0,57%. Somente o café teve declínio no mês passado, com recuo de 1,07%.
Mas, se levar em conta o aumento dos preços no ano de 2015, o produto que teve maior reajuste foi o feijão, com 37,23%. Logo atrás veio o tomate com 25,13%, manteiga (22,60%), açúcar (21,03%), óleo (20,13%), pão (18,19%), arroz, com alta acumulada de 15,53%, e a carne bovina, com um reajuste de 10,63%.
NECESSIDADES
Para o Dieese, para atender todas as necessidades básicas, o valor do salário mínimo ideal para o sustento de uma família padrão de 4 membros, deveria ser R$ 3.518,51, ou seja, quase 5 vezes maior que o antigo mínimo de R$ 788.
Dentre as 18 capitais envolvidas na pesquisa elaborada pelo departamento, Belém ficou entre as 11 mais caras do Brasil no custo de alimentação básica, sendo que a maior variação mensal foi constatada em Belém, com 7,89%, seguida de Florianópolis, com alta de 5,68%, e de Fortaleza, com 5,58%.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)
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