polícia
fotos: ney marcondes
Uma das unidades visitadas foi a de São Brás. No local, os sindicalistas flagraram inclusive pontos com água parada carolina menezes
Policiais e demais agentes lotados em algumas das delegacias e seccionais de Belém e Região Metropolitana estão padecendo por falta de manutenção e limpeza desses espaços. Segundo o Sindicato do Servidor da Polícia Civil (Sindpol), o problema não é novo e vem se agravando com o passar dos anos. A preocupação maior agora é com o risco de contaminação por dengue, zika vírus e chikungunya, causada pelo mosquito Aedes aegypti, que se cria principalmente em locais onde há água parada.
Pablo Farah, vice-presidente da sindical, afirma que, há poucos dias, foi feita uma vistoria na Seccional de São Brás, uma das maiores e mais movimentadas de Belém, e comprovou que há pontos onde há acúmulo de água parada, muita sujeira e outras situações degradantes. “Só que a gente resolveu ir também em outras, em Icoaraci, Tapanã, Castanhal e viu que nesses lugares também não estava muito diferente”, explica.
Indignado, o sindicalista afirma que é papel da Delegacia Geral promover condições de trabalho adequadas aos seus servidores em todas as unidades. Diz ainda que a entidade vai pedir judicialmente o pagamento de adicional de insalubridade para os funcionários. “Vários colegas já adoeceram por causa disso e nada é feito. Será que a gente vai ter de pagar uma empresa para limpar?”, questiona.
DOENÇAS
A angústia dos servidores não é injustificada. Foram quase 5 mil casos só de dengue registrados no ano passado em todo o Estado - 5 deles fatais -, além de 14 de febre chikungunya e 42 de zika vírus, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Foram, em média, 13 casos de dengue confirmados por dia em 2015, um aumento de 51,60% na quantidade de doentes em relação a 2014
Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que a administração da instituição tomou conhecimento do diagnóstico de zika vírus de um servidor público lotado na Seccional de São Brás e tomou providências para que o funcionário tenha todo acompanhamento médico necessário. No mesmo texto, afirma não ter conhecimento sobre focos de mosquitos nas dependências de outras unidades policiais, mas que providências já foram e estão sendo adotadas para esse tipo de prevenção. Além disso, anuncia que cerca de 30 delegacias e unidades policiais passaram ou passarão por reformas até final deste ano.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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