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O respeito à liberdade de ir e vir e a preservação do espaço urbanístico de Belém ainda são princípios pouco considerados e respeitados na cidade. E as calçadas de uma cidade podem ser um resumo de como é o convívio e o grau de respeito do poder público e

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O respeito à liberdade de ir e vir e a preservação do espaço urbanístico de Belém ainda são princípios pouco considerados e respeitados na cidade. E as calçadas de uma cidade podem ser um resumo de como é o convívio e o grau de respeito do poder público e de seus moradores para com seus pares e para com o próprio lugar onde se vive: desniveladas, tomadas por entulhos, ou sem preparação para o saneamento. Mas há mais. Também falam muito sobre uma cidade a maneira como praças são ocupadas e como construções particulares são erguidas nos espaços públicos. Poucos sabem, mas Belém tem regras para esse convívio: é o Código de Posturas do Município -que muitas vezes, é notório, segue ignorado, frente a tantas irregularidades paisagísticas existentes na Cidade das Mangueiras.

PASSEIO PÚBLICO?

Andar pelas calçadas de Belém definitivamente não é uma tarefa fácil. Os problemas de desníveis e a ocupação desordenada desses espaços estão por todo canto da cidade. Eles dificultam o ir e vir e até tornam perigosa a passagem dos transeuntes. Na avenida João Paulo II, um quarteirão quase todo apresenta calçadas despadronizadas. Em uma casa, o proprietário suspendeu a frente da residência para facilitar a entrada do seu próprio carro.

Na outra residência, bem ao lado, a calçada foi ampliada, e, na sequência, um pátio foi construído, ocupando mais da metade do espaço que deveria ser destinado ao trânsito de pessoas. No quarteirão ao lado, os problemas continuam. Uma borracharia ocupa a calçada com pneus e compressores. Quem passa é obrigado a desviar o caminho para o meio da via.

Em São Brás, na Rua Guerra Passos, parte de uma calçada foi ocupada por uma fruteira. No mesmo perímetro, as casas também possuem calçamento irregular. Todas possuem a passagemdesnivelada, tornando impossível, por exemplo, a passagem de cadeirantes. No lugar do espaço livre e padronizado, estão escadas, plantas e garagens. No outro lado da cidade, na Marambaia, o cenário não é diferente. Há casascom garagens construídas até o limite da rua - e até escadas ocupam as calçadas.

ABSURDOS

Já na avenida Assis de Vasconcelos com a rua 28 de Setembro, um prédio abandonado e em ruínas é escorado por barras de ferro que anularam a calçada. A situação já fez vários aniversários. E quem passa pelo local é obrigado a desviar para o asfalto de uma das maismovimentadas vias da cidade. Os moradores reclamam. “É um absurdo! Tem gente que quase já foi atropeladaaqui”, protesta a dona de casa Alda Hilda de Oliveira.

Veja mais exemplos do descaso e que práticas não estão corretas, segundo o Código de Posturas do Município, na edição especial Belém 400 Anos do DIÁRIO!

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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