Pesquisar os preços ainda é a melhor opção para os pais que planejam economizar na compra dos materiais escolares dos filhos. Foi pensando nisso que o DIÁRIO visitou pelo menos 6 locais, entre papelarias, lojas e supermercados. Ao pesquisar os valores dos produtos, é possível perceber que variam, dependendo do estabelecimento e do item. O consumidor tem a possibilidade de economizar até R$ 8 em um mesmo produto que pode ser comprado em locais diferentes.
A pesquisa foi feita em cima de 10 itens que sempre estão presentes na lista de materiais escolares como borracha, lápis de cor, caderno, lancheira, resma de papel A4, caneta bic, lápis comum, cola, massa de modelar e tinta guache. O produto mais caro identificado foi uma lancheira térmica no valor de R$ 49,90 e que em outro estabelecimento é vendida a R$ 28,70. Já o caderno com 12 matérias foi encontrado pelo preço de R$ 6,50 em um dos estabelecimentos, enquanto que nos outros dois custa a partir de R$ 14,50 e R$ 13,20. O item da lista mais barato foi a borracha, comercializada a partir de R$ 0,15.
Gerente de uma das papelarias, Ribamar Garcês ressaltou que a procura pelos produtos só começa a se intensificar após o Natal. Entretanto, o estabelecimento já está abastecido para o volta às aulas. “A vantagem de comprar antes é a tranquilidade. Este ano tiramos o papel higiênico, o copo descartável e cartucho de tinta para impressora”, diz.
ANTECIPAÇÃO
Todos os anos, o professor Daniel Cardoso, 40, antecipa a compra dos materiais do filho de 7 anos. Ele diz que prefere fazer assim para evitar sufoco e acredita que é possível encontrar preços mais acessíveis. “O foco do comércio agora é o Natal, então fica muito mais fácil pesquisar”, avalia. Já o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Roberto Sena, garante que não é vantagem adiantar para este período a compra dos materiais escolares. Além disso, segundo Sena, a grande maioria dos estabelecimentos ainda não renovou o estoque. Por isso, ele recomenda que os pais deixem para fazer a compra nos primeiros 10 dias de janeiro.
Outra dica do economista é não levar as crianças, já que os pequenos sempre escolhem os produtos que contenham personagens infantis que estão “na moda” e estes costumam ser mais caros. “Depois do Ano-Novo é que as lojas começam a fazer propagandas, promoções e preço tende a ficar mais justo pela concorrência. A recomendação é esperar um pouco para analisar os preços”, justifica.
(Diário do Pará)
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