Quem necessita fazer travessias nas passarelas sobre importantes vias de Belém se depara diariamente com o retrato do abandono. Muito lixo, pisos deteriorados, estruturas enferrujadas e sem conservação e iluminação são alguns dos problemas em muitas das travessias ao longo da BR 316 e avenida Almirante Barroso, no corredor de entrada e saída da capital.
Uma dessas passarelas, localizada no quilômetro 3 da BR-316, causa até medo pelas trepidações que apresenta. “Às vezes parece que isso vai cair. Balança muito. Acho que não é normal”, questiona Eliã Lima, 38, que fazia a travessia ontem no local. Também sem cobertura, os usuários passam apressados, expostos à chuva do inverno que está de volta à cidade. E o medo é inevitável ao se observar o estado de conservação da estrutura, enferrujada e com o concreto deteriorado.
MEDO CONSTANTE
Em outra passarela, localizada na Avenida Almirante Barroso, próximo à sede da Polícia Federal, a cobertura até existe, mas acaba piorando a situação quando chega a noite: algumas lâmpadas estão quebradas, o que torna o ambiente escuro e propício à insegurança. “A gente se sente inseguro, sim, mas necessita passar por aqui todos os dias e tem que enfrentar o medo”, conforma-se o autônomo Jorge Brito, 25. A passarela do medo fica em frente a um instituto de ensino.
Na avenida Almirante Barroso com a Travessa Timbó, a situação é semelhante. O local é a única forma de travessia para os estudantes. Mesmo assim, a estrutura é deplorável. O chão está sujo e as lâmpadas também, em sua maioria, estão quebradas. Os usuários precisam desviar de poças de água da chuva que se acumulam nos buracos no concreto.
(Gerlanny Amorim/Diário do Pará)
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