Terminou sem acordo a reunião realizada ontem para discutir o reajuste das mensalidades escolares de 2016. O impasse, mais uma vez, se deu em função dos diferentes índices apresentadas pelas instituições presentes à discussão. O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe) quer o acréscimo de 15% no valor das mensalidades deste ano. Porém, o Procon e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) defendem o índice de 11,21%, tendo como base a inflação estimada para os últimos 12 meses.
“Entendemos que qualquer reajuste realizado acima da inflação seja ilegal e inadequado à realidade econômica dos alunos”, afirma o diretor do Procon/PA, Moysés Bendahan. Segundo ele, pela lei as instituições de ensino não são obrigadas a fazer acordos sobre o índice. Podem fazer reajustes anuais mediante a apresentação de uma planilha de custos que justifique o valor. Diante do impasse estabelecido na reunião de ontem, uma nova conversa ficou agendada para o próximo dia 21.
REUNIÃO
Antes, o Sinepe fará uma assembleia com os seus associados para debater a questão. Participaram da reunião de ontem o Dieese, Procon, Associação de Pais e Alunos Intermunicipal do Estado do Pará (Apaiepa) e Sindicato os Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe).
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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