Em Belém, algumas escolas particulares já iniciaram as aulas, portanto, as papelarias ainda continuam cheias. Aos pais, um aviso: segundo a previsão da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigo Escolares (Abfiae), 2016 também será um ano de alta nos valores dos itens didáticos. A lista de material escolar está 10% mais cara, em relação ao ano passado. E, para sair às compras e encher as cestinhas nas papelarias, é preciso ter calma e atenção nos preços. Além de pesquisar, seguir algumas dicas de reaproveitamento faz toda a diferença no final das contas.
Para garantir preços baixos, os pais ou responsáveis devem pesquisar bastante. A corrida começou desde o início deste mês na casa da funcionaria pública Arlete Vieira. Com 3 filhos na escola, ela sabe muito bem como economizar. “Não é fácil pagar a mensalidade e depois comprar o material escolar”, avaliou Arlete. Para os especialistas, o planejamento é fundamental para não cair em ciladas financeiras, principalmente no início do ano, quando as despesas extras comprometem boa parte da renda. A estudante Nayana Paiva, de 26 anos, já aprendeu a lição. Com o filho Pyetro, de 7, cursando o 2º ano do ensino fundamental, ela “bate pernas” antes de comprar algo.
“Eu pesquiso. Já fui em várias lojas, mas as maiores são as que dão mais descontos”. Nayana garante que é possível gastar menos com alguns truques. “Tem caderno de desenhos que custam R$ 17. Outros, sem enfeites, custam R$6. Compro o mais barato e embrulho com papel de presente de desenhos”.
NEGOCIAR
A administradora Kelem Pinho, de 31 anos, já entrou na loja tentando negociar com o gerente. Ela pediu o desconto para comprar o material dos seus 2 filhos, de 2 e 8 anos. Acabou ganhando 10% de desconto oferecido pelo estabelecimento neste tipo de produto. “As coisas estão difíceis. Então, temos de procurar o mais barato” .
Conversar com os filhos antes de sair às compras é uma das formas de contê-los nas papelarias. Essa prática já é feita na casa da empresária Tatiana Rego, 41 anos. “Elas (duas filhas) desde pequenas já sabem ouvir não”, contou a empresária. Antes de ir às compras, ela entrou em um acordo com as filhas e estabeleceu limites.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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