A pensionista Enedina Tereza de Souza, 79 anos, não sabe o que é tomar banho de chuveiro há 2 meses. Ela e sua família, que moram na vila Amélia Jacob, na travessa Francisco Monteiro, em Canudos, precisam frequentemente carregar água para dentro de casa em baldes. Segundo ela a água, quando chega, vem bem fraca. Há horários para ir embora. Por isso precisa ficar de olho nas torneiras para garantir a água que é destinada aos afazeres domésticos. Ontem, por exemplo, chegou no início da tarde, mas ela afirmou que, por volta das 17h, costuma faltar novamente. “Depois volta na madrugada, mas é rápido também”, disse.
COSANPA
Segundo ela, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) foi chamada, mas não resolveu o problema, Indignada, a moradora criticou a festa em comemoração ao aniversário de Belem, ocorrida no dia 12, no Ver-o-Peso. “Em vez de o governador Simão Jatene e o prefeito Zenaldo Coutinho gastarem dinheiro enganando o povo com bolo, deveriam resolver os problemas da população”.
O assistente de suporte Rafael de Oliveira, 30 anos, que mora na passagem Ceará, no mesmo bairro, afirmou que há 2 dias não cai um pingo na torneira de sua casa. Para suprir as suas necessidades, ele conta com a solidariedade dos vizinhos que possuem bomba d’água. Procurada, a Cosanpa não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Michele Daniel/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar