Galhos de árvores, móveis quebrados, pneus e sacos plásticos. Ao abrir a janela de sua casa, de frente para o canal do Galo, a autônoma Nádia Silva, de 52 anos, fica diante deste cenário. Ela que mora na travessa Antônio Everdosa, bairro da Pedreira, não sabe mais o que fazer para conseguir que retirem o entulho, que há 2 meses não é recolhido.
A dona de casa Socorro Brito, 45 anos, a sua filha e o seu neto foram vítimas, no fim do ano passado, do zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ela acredita que contraiu a doença por causa da grande quantidade de lixo perto de sua casa. “Há muitas coisas aí que acumulam água. Os médicos disseram para a gente mandar limpar, mas não é de competência nossa”. Nádia informa que os trabalhadores da coleta de lixo retiram semanalmente apenas o que é lixo doméstico. O restante fica jogado perto do canal.
RECLAMAÇÃO
“Isso sempre foi assim. Mas como a gente vai retirar? Já pensamos em pagar para jogarem em outro lugar. O problema é que vão entulhar outro canal”, avalia. A dona de casa Vera Costa, 63 anos, afirmou que o lixo é depositado na beira do canal do Galo durante a noite. “Quando vamos reclamar, dizem que não somos donos da rua e querem criar briga. É complicado.” O engenheiro aposentado Paulo Barreto, 59 anos, afirma que viu até funcionários da Prefeitura de Belém dando mau exemplo. “Jogam para a rua o que limpam do canal e depois vão embora, deixando tudo sujo”. Segundo ele, a comunidade está cansada de conviver com a sujeira e de esperar pelo prefeito Zenaldo Coutinho. “Estamos cansados. Não temos outra alternativa. São obras eleitoreiras que ficam sempre pela metade. Até quando?”, questiona o morador.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar