Colorir ilustrações deixou de ser uma atividade apenas para crianças e se tornou uma tendência mundial entre os adultos. Mesmo quem não tem muita intimidade com lápis de cores e canetas hidrográficas pode entrar na brincadeira. A técnica de proporcionar cores a pequenos traços está sendo vista como uma alternativa para quem quer se desligar dos problemas do cotidiano. Além de colorir, as pessoas têm a oportunidade de ir decifrando as pinturas.
As obras já ganharam as denominações de livro para colorir e caça ao tesouro antiestresse. A pedagoga Roberta Alencar, 29 anos, entrou na brincadeira e passa horas colorindo. O seu 1º livro ela ganhou de sua irmã, que mora em São Paulo, no Natal de 2014. Ela gostou da experiência e, desde então passa um bom tempo colorindo os traços. “Já tinha ouvido falar sobre essas obras, mas nunca achei em Belém. Para minha surpresa, ganhei um, inesperadamente”, lembrou Roberta.
ROTINA
A pedagoga garante que o passatempo tem sido fundamental para se desligar de sua rotina agitada, dentro das salas de aula. “Durante esse tempo, é como se eu tivesse voltado a ser criança. Então os problemas ficam distantes”, contou.
Nas bancas de revista de Belém, os livros para colorir também fazem o maior sucesso. Segundo Alvino Barreto, 57 anos, proprietário de um desses estabelecimentos, na Praça da República, estas ilustrações são bastante procurados. Ele diz que logo quando a ‘febre’ começou, no final de 2014, as pessoas correram para garantir o seu exemplar. “Muita gente entrou na moda e passou a comprar”, contou.
Estes livros ganharam destaque na banca do Alvino. Em um espaço reservado só para estas publicações, há pelo menos 20 obras, que custam entre R$10 e R$30. Com 34 anos de experiência no ramo, a comerciante acredita que o sucesso das ilustrações veio para ficar. “Com criatividade, as pessoas passam o tempo colorindo e relaxando”, comentou.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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