Tomada pela ferrugem, a estrutura da parada de ônibus, que deveria servir de abrigo para quem usa transporte público, na avenida Independência, quase na esquina da avenida Mário Covas, oferece risco para quem passa pelo local. Sucateada e praticamente desabando, as condições da parada são um reflexo de um problema encontrado não apenas em Ananindeua, mas também nas ruas de Belém.
Dos 3 pilares que deveriam dar suporte à estrutura, apenas 1 ainda a sustenta. Completamente corroídos pela ferrugem, 2 dos suportes já romperam e seguem escorados no chão, sem qualquer segurança. Há 6 meses trabalhando nas proximidades da parada, na própria Independência, o ambulante Jackson Silva, 23 anos, conta que os passageiros já têm medo de ficar sob o abrigo. “Eles evitam ficar aí, porque acham que, a qualquer momento, pode desabar”, disse.
O receio é compreendido assim que se olha com o mínimo de atenção para a estrutura. Com os bancos já encostados no chão, o abrigo está completamente torto. “Tem muito tempo que isso está assim, mas ninguém faz nada”, destacou Jackson. A poucos metros do local, ainda na Independência, mas já do outro lado da avenida Mário Covas, mais uma parada de ônibus está em estado de abandono. Nela, se observa que 1 dos 2 pilares de ferro já se rompeu por causa da ferrugem.
Em Belém nem as paradas mais movimentadas das ruas do Centro estão livres do descaso da Prefeitura. Instalada na avenida Visconde de Souza Franco, quase na esquina com a avenida José Malcher, a estrutura, que deveria proteger os passageiros do sol e da chuva, já não possui telhado.
A calçada em frente à parada também oferece risco a quem caminha. “Na segunda-feira passada (18), estava todo mundo com sombrinha debaixo da parada. As pessoas desciam dos ônibus debaixo de chuva”, declarou a manicure Jaraína Pojo, 22.
SERVIÇO
Trabalhando nas proximidades do local há 4 meses, ela conta que não viu nenhum serviço sendo realizado para melhorar as condições da parada. No período de poucos meses, Janaína presenciou situações de risco por causa do abandono do local. “Um dia desses, uma senhora caiu aqui nessa calçada porque é toda quebrada. É um absurdo”. Morador das proximidades, o engenheiro florestal Cristóvão Carvalho, 29, não consegue compreender porque algo tão simples é deixado de lado. “Quando chove, a gente tem de sair correndo para se abrigar em outros lugares próximos”, complementou a aposentada Maria de Nazaré, 67, que também costuma esperar ônibus no local.
Reunindo grande movimento de passageiros, o abrigo da parada de ônibus que fica na travessa Lomas Valentinas, entre as avenidas 25 de Setembro e Almirante Barroso, até tem cobertura. Porém, seu banco precisa ser escorado por um pedaço de madeira. A estudante Dara Cristina, 20, também reclama do abandono. “O certo era a Prefeitura de Belém não deixar ficar assim, porque corre o risco da gente cair e se machucar”, disse.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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