Em plena vigência do tão falado - porém pouco detalhado - Pacto pela Educação, do Governo do Estado, tem escola funcionando, como se diz popularmente, na gambiarra. É o caso da Escola Tecnológica Anísio Teixeira, no bairro do Umarizal, em Belém. O local recebe, também, alunos da Escola Estadual Paula Frassineti, localizada no mesmo bairro, paralisada para uma reforma que iniciou há cerca de 1 ano e até hoje não foi concluída. Denúncia recebida pelo DIÁRIO confirmou, por meio de imagens, que na Escola Anísio Teixeira há salas de aula criadas em áreas de convivência e delimitadas por pedaços de tecidos.
GRAVIDADE
O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Alberto Andrade, disse que tinha ouvido falar dessa situação, mas não sabia da gravidade do problema. Ele afirmou que a superlotação e os problemas de infraestrutura de escolas são uma constante em todo o Estado. De acordo com ele, o Sintepp já flagrou, em levantamentos recentes, até mesmo escolas sem energia elétrica por problemas que seguem sem solução.
“No Pacto pela Educação, o povo é quem paga o pato”, lamentou Andrade, que informou ainda não ter sido notificado pela direção da Anísio Teixeira sobre os problemas, mas que o sindicato deve fazer um levantamento no local nos próximos dias. A reportagem procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação Pública (Seduc), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
ESCOLA
A Escola Tecnológica Anísio Teixeira recebe, também, alunos da Escola Estadual Paula Frassineti, localizada no mesmo bairro, trancada para uma reforma que iniciou há cerca de 1 ano, mas até hoje não foi concluída.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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