Após um equívoco no momento de preencher o cadastramento do Enem, o estudante Kessio Pereira da Silva, de 18 anos, e outros cinco estudantes, conseguiram suas aprovações no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
O estudante foi aprovado no último dia 18, no curso de Engenharia Mecânica, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), após ter realizado a inscrição no Sisu. A aprovação do acadêmico só foi possível com a atuação da Defensoria Pública, por meio do defensor José Erickson Rodrigues, que adotou medida extrajudicial para que os seis estudantes tivessem acesso à nota do ENEM de 2015.
Os estudantes procuraram a regional de Carajás, em Marabá, já que no momento do cadastramento do Enem, eles informaram o ano de 2016 como o ano de conclusão, ao invés de preencher o ano de 2015, como concluintes do ensino médio. Diante desse equívoco, estavam impedidos de ter acesso às instituições de ensino superior.
Kessio ressaltou que ao realizar a inscrição, não teve culpa ao informar o ano de conclusão, já que devido à greve da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Anísio Teixeira, o término seria em 2016. “Estou muito feliz pela atuação da Defensoria Pública, porque se não fosse esse órgão, talvez eu não tivesse conseguido o meu ingresso na Universidade”, relatou.
O defensor público José Erickson, que atuou no caso, observou que no mesmo dia que foi procurado emitiu um ofício para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP pudesse retificar os dados dos alunos, além de adotar medidas cabíveis no prazo de 24 horas, em razão da inscrição do Sisu.
Apesar de não terem recebido resposta do Inep, os alunos foram surpreendidos pela liberação das notas no último dia do cadastro.
(DOL com informações Defensoria Pública)
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