O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe) não fechou acordo com entidades estudantis e de defesa do consumidor para o reajuste das mensalidades escolares de 2016. Segundo Suely Menezes, presidente do Sinepe, os empresários devem ter a inflação do último ano, de 11,28%, como parâmetro na hora do aumento, o que não impede que o reajuste fique bem acima deste percentual.
Foram 4 tentativas de acordo feitas em reuniões entre o Sinepe, Procon, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ministério Público do Estado (MPE), Associação de Pais e Alunos Intermunicipal do Estado do Pará (Apaiepa) e movimentos estudantis. Suely Menezes explica que o atual cenário econômico não permite fixar um percentual de aumento porque as escolas enfrentam diferentes problemas, em função da crise. “Tivemos inadimplência nas mensalidades, evasão nas escolas e os custos precisam ser ajustados. Se fizermos o acordo, estaremos engessando a realidade”, afirma, reiterando que vai sugerir que as escolas tentem manter o índice da inflação no reajuste.
INSATISFAÇÃO
Na reunião anterior, realizada no mês passado, a sugestão do Sinepe era que o reajuste ficasse em 15%. No entanto, a ideia não agradou os membros das demais instituições. “Os pais tinham esperança de um acordo”, afirma Hilton Durães, presidente da Apaiepa. O representante da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carlos Ramos, também se mostrou insatisfeito com o resultado. Ele disse que o movimento estudantil vai formalizar, junto ao MPE, pedido de orientações para os casos de reajustes abusivos.
Para o supervisor técnico do Dieese/PA, Roberto Sena, não fechar o acordo sobre reajuste é apostar na inadimplência. “O acordo trazia poucos problemas. Com o cenário de inflação e incerteza, se torna complicado”, avalia
O QUE FAZER
Moisés Bandahan, diretor geral do Procon/PA orienta que, caso o reajuste escolar seja considerado abusivo, os pais devem procurar o Procon, para que seja exigido que as escolas apresentem as planilhas dos gastos. “Iremos coibir qualquer abuso”, enfatiza.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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