Após passar seis meses sem andar, com várias partes do corpo quebradas e passando por cirurgias, a paraense Daniela Magalhães, vítima de um acidente em março de 2014, no município de Navegantes, Região Metropolitana de Florianópolis (SC), está indignada com o valor do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) que recebeu.
“Recebi uma carta na minha residência informando que o dinheiro estava na minha conta, quando fui retirar, percebi que eram apenas R$ 46,32, um absurdo por tudo que eu passei, meses sem trabalhar, tratamento longo”, explicou a vítima.
Daniele após o acidente. (Fotos: Arquivo Pessoal)
Com 28 anos na época do acidente, Daniela estava com Gizele Tavares, 27 anos, sentada na calçada de uma praça, quando o condutor de um veículo em alta velocidade atingiu as duas. Gizele faleceu no local do acidente.
A sobrevivente ainda tem sequelas permanentes desse episódio brutal, com seis hastes de estanho na coluna e não consegue andar direito porque perdeu parte da musculatura do pé.
“Minha maior tristeza é por conta do DPVAT pago mesmo. Como posso receber apenas isso, depois de tudo que passei?”, questiona Daniele. A vítima ainda lembra que não recebeu nenhuma ajuda do condutor do veículo.
Carta recebiada por Daniele para informar do pagamento do seguro. (Foto: Arquivo Pessoal)
Após dar entrada no seguro, Daniele passou um mês para recebê-lo.
O DPVAT é um seguro pago às vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa de cada caso.
(DOL)
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