O Banco da Amazônia tem para aplicar na região este ano o equivalente a R$ 5,93 bilhões. Os recursos são originários, principalmente, de fontes de fomento como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Orçamento Geral da União (OGU). Do total de valores disponíveis, há R$ 4,18 bilhões para fomento, sendo R$ 3,38 bilhões do FNO. O restante, R$ 1,75 bilhão, pertence à carteira de crédito comercial da instituição.
O Banco da Amazônia está otimista em relação à aplicação desses investimentos, a despeito da conjuntura econômica do país onde palavras como crise e retração estão na ordem do dia dos investidores e do mercado. A aposta é na ousadia dos empreendedores, os quais, segundo a instituição, devem seguir procurando o banco para a ampliação de seus negócios. “Detemos hoje mais de 61% de participação nos créditos de fomento da região Norte, sendo estratégicos para o desenvolvimento dos empreendimentos locais. Seguimos acreditando nas pessoas e em nossas empresas como indutoras do progresso amazônico. Não foi à toa que lançamos uma campanha que tem o otimismo como mote principal”, assevera Marivaldo Melo, presidente do Banco da Amazônia.
O plano da instituição financeira de seguir injetando recursos na economia, apesar do cenário atual, vai ao encontro das expectativas do empresariado local. Para Antônio Farah, proprietário da Fábrica de Papel da Amazônia (Facepa), maior fabricante de papéis do Norte e Nordeste do Brasil, a crise pela qual passa o país não é permanente e a volta do crescimento econômico é uma realidade.
“Cada empresa tem sua forma de reagir às dificuldades. Nós temos um programa de investimento que está sendo executado com a finalidade de melhoria da qualidade, da produtividade e a redução dos custos. Usaremos o crédito do Banco da Amazônia para novos investimentos”, relata.
(Diário do Pará)
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