Mesmo com a insegurança que ronda a época carnavalesca, o bloco Elka, que completa 10 anos em 2016, arrastou milhares de foliões pelas ruas do bairro da Cidade Velha, no último sábado (23). Cerca de 5 mil brincantes vestiram a melhor fantasia da época: a alegria, e não deixaram se abater pelo medo. “Claro que a gente redobra os cuidados, mas não há nada melhor que reunir os amigos e curtir esse momento”, afirmava a estudante Letícia Martins, de 22 anos, moradora do Umarizal.
MEDO FALOU ALTO
Para entrar no clima do carnaval, os brincantes apostaram em adereços nos cabelos, perucas e algumas fantasias. E, para se divertir, não era preciso estar a caráter.
Teve quem sequer precisou sair de casa, como a doméstica Luciana Brasil, que viu o bloco passar da sacada do segundo andar de casa, na rua Doutor Assis. “A animação entra e daqui tenho uma visão privilegiada”, disse. Assim, outros moradores preferiram se precaver: interagiam optando por curtir o carnaval do portão para dentro. “Com essa violência, é melhor ficar por aqui. A gente consegue se divertir desse jeito também.”
Veja imagens do Bloco Elka deste ano
BLOCO NO BERÇO
O bloco Elka surgiu de um grupo de 11 amigos que amam a folia e queriam resgatar os antigos carnavais da Cidade Velha. Este ano, ele seguiu da praça do Carmo até a avenida Almirante Tamandaré. Um trio elétrico animou o bloco com enredo carnavalesco e axé - maioria da década de 1990. “Estamos unidos num só grito, numa só emoção. Isso tudo acontece apenas uma vez por ano. É aquele momento em que a gente reencontra muita gente querida e aproveita para se divertir”, apostava Rodrigo Tavares, de 31 anos, empresário.
A Polícia Militar reforçou o quantitativo de homens nas ruas. No fim de semana, 91 PMs estavam espalhados pelo bairro para garantir a segurança dos foliões. Além deles, 36 fiscais da Secretaria Municipal de Economia (Secon) agiram para impedir a comercialização de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro. Houve envolvimento de vários setores da segurança pública no apoio aos brincantes.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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