Na década de 50, o Carnaval de Belém movimentava todas as idades em busca de uma palavra: diversão. Não era preciso esperar o mês de fevereiro chegar para cair na folia na cidade, que respirava a folia em vários bairros da cidade.
No bairro da Cidade Velha, as crianças mandavam no batuque de Carnaval. “Era comum as crianças baterem nos postes da rua, que eram de outro material. O movimento dos carros era quase zero na rua e tínhamos segurança, era muito tranquilo”, relata Lúcia Gonçalves, moradora o bairro.
Na época, a folia começava na capital pela manhã, com vários pontos realizando o Carnaval. À tarde, a folia continuava e nem a chuva era capaz de tirar a alegria dos foliões, que viam as crianças brincarem no baile infantil.

(Foto: Divulgação)
No Carnaval paraense, o período noturno era dedicado aos grandes bailes de máscaras nos clubes da capital. A concorrência era alta para participar das festas de glamour. “À noite, os clubes atraiam olhares de toda a cidade. Todos queriam um lugar para brincar e se divertir. Eram bailes concorridos os do Iate Clube, Tuna Luso, Remo, Assembleia Paraense, Paysandu e outros”, relembra Lúcia.
No Carnaval de Belém, os bairros não ficavam de fora da folia. As batalhas de confete eram realizadas no meio da rua, sem medo. “Em cada bairro de Belém, os brincantes faziam as tradicionais batalhas de confete e faziam os blocos na rua. Tudo no clima de paz e pura diversão”, diz o radialista J. Almeida.

(Belém recebia foliões de vários bairros apenas para pular o carnaval no clima de pura alegria. Foto: Divulgação)
Ponto alto de Belém, a grande concentração dos foliões na época era a Praça da República.
(Diego Beckman/DOL)
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