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Servidores contestam reajuste do Governo

Em assembleia realizada no fim da manhã de ontem, no auditório da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, os servidores da área materno-infantil confirmaram participação no ato público, marcado para as 11h do próximo dia 3, que reunirá servidores púb

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Em assembleia realizada no fim da manhã de ontem, no auditório da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, os servidores da área materno-infantil confirmaram participação no ato público, marcado para as 11h do próximo dia 3, que reunirá servidores públicos das administrações direta e indireta do Estado. O ato ocorrerá em frente ao Palácio dos Despachos, na travessa Dr. Freitas.

A principal motivação dos trabalhadores da Santa Casa para o protesto foi a medida adotada pelo Governo do Estado, anunciada na última terça-feira pela Secretaria de Estado de Administração (Sead), de aplicar o reajuste do salário mínimo de 11,6%, em vigor desde 1º deste mês, no total da remuneração dos servidores, a partir de abril, data-base dos servidores do Estado.

Porém, segundo a coordenadora de política sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (SindSaúde), Miriam Andrade, o Governo está considerando como salário também as gratificações que os servidores recebem. A categoria cobra que o percentual de reajuste seja aplicado apenas sobre o salário-base.

Os servidores do Estado também constestam um projeto de lei 439/15, enviado pelo Governo para a Assembleia Legislativa do Estado no fim do ano passado. O projeto visa a exclusão dos pais e filhos maiores de 18 anos do Plano de Assistência à Saúde (PAS) dos servidores, além da elevação do valor da participação do trabalhador no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep). Ou seja, um aumento no desconto de assistência médica, passando de 6% para quase 8%.

TERCEIRIZAÇÃO

Miriam Andrade destaca que ainda existe uma ameaça de terceirização do setor de lavandeira, alimentação, laboratório e radiologia da Santa Casa de Misericórdia. “O SindSaúde é contra qualquer forma de terceirização na saúde. Não podemos aceitar a justificativa de que privatizar diminui custos”, afirma a sindicalista.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração (Sead) explicou que o reajuste do salário mínimo de 11,6% será aplicado no total da remuneração dos servidores que recebem abaixo de R$ 880,00. Já a direção da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará informou, por meio de nota, que “não possui nenhuma deliberação sobre processo de terceirização dos serviços de lavanderia, radiologia, nutrição e laboratorial”.

(Pryscila Soares/Diároi do Pará)

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