A Marinha do Brasil iniciou ontem uma operação para combater ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A ação atende a uma determinação do Governo Federal que, por meio do Ministério da Defesa, ampliou a atuação dos militares em todo o País, com o objetivo de inibir a proliferação do mosquito.
Durante este 1º momento, os membros da Marinha, Exército e Aeronáutica realizarão mutirões de limpeza nas 1.200 organizações militares espalhadas por todo o Brasil. Ontem foi o dia “D” da mobilização. No Pará, a ação da Marinha foi promovida por 1.700 militares, que atuaram em vilas navais, além de 10 organizações situadas em Belém e na Capitania Fluvial de Santarém.

O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), na Pratinha, foi uma das organizações que recebeu a ação. No local, durante todo o dia, 20 fuzileiros navais, treinados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), repassaram o que aprenderam para 200 militares. Em algumas das 10 organizações sediadas na capital foram encontrados e eliminados focos do mosquito. A ação continua até o próximo dia 4. “A nossa participação é para contribuir com o Ministério da Saúde. No Pará, a Marinha já estava contribuindo com a Sespa”, declarou o comandante do 4º Distrito Naval, vice-almirante Alípio Jorge Rodrigues.
ETAPAS
A 2ª etapa está prevista para ocorrer a partir do próximo dia 13. Os militares farão a distribuição de material impresso com orientações para que a população se informe e se engaje no combate ao Aedes. Entre os dias 15 e 18 deste mês será realizada a 3ª etapa.
No Pará, os militares das Forças Armadas atuarão no combate ao Aedes aegypti, em localidades previamente mapeadas pela Sespa. Eles estarão acompanhados de agentes de saúde, para inspecionar possíveis focos, orientando moradores. Se for o caso, também farão a aplicação de larvicida em criadouros. Já a última etapa prevê a visita dos militares nas escolas. A meta é reforçar o trabalho de conscientização das crianças e adolescentes.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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