Quem precisa de atendimento nos prontos socorros municipais de Belém precisa ter paciência. Muitas vezes é preciso seguir para vários lugares até conseguir atendimento.
Esse foi o caso da estudante Daniele Bastos, que precisou de atendimento na noite de sábado (30).
Ela conta que ao chegar no Hospital Pronto Socorro Municipal (HPSM) Humberto Maradei, no bairro do Guamá, descobriu que o aparelho de raio-x não estava funcionando e que não havia médico neurologista.
Inconformada, a estudante gravou um vídeo registrado o caos que se encontra o HPSM do Guamá. Nas imagens é possível ver muitas pessoas em macas pelos corredores, dificultando a passagem de outros pacientes.
"Eu cai de uma altura de três metros durante um evento que estava fotografando. Fiquei inconsciente, chamaram uma ambulância e me levaram para o hospital. Cheguei lá por volta das 21h30 e só tinha clínico geral, não tinha neurologista. Quando foi umas 22h30 fui informada que o aparelho de raio-x havia quebrado”, detalhou.
Daniele disse ainda que o médico de plantão mandou ela retornar para casa. “Ele (o médico) me passou um remédio e mandou eu voltar para casa, e me orientou que se eu sentisse alguma coisa, era para voltar para o hospital, que então eles iriam me encaminhar para o HPSM da 14 de Março (Umarizal), pois só estavam indo para lá os casos mais graves, como de fratura”, acrescentou.
A estudante, então, voltou para casa e durante a madrugada sentiu tonturas e enjoou, o que a fez retornar ao HPSM do Guamá.
"Quando voltei já era outro médico que estava no plantão e ele disse que o raio-x já estava funcionando, mas que ele iria me encaminhar para fazer uma tomografia no PSM da 14. E eu fui. Me levaram de ambulância, mas quando cheguei lá, o neurologista fez o atendimento e disse que não havia tomógrafo, e me encaminhou para o Hospital da Ordem Terceira. Novamente me levaram de ambulância para fazer o exame e depois retornei”, relembra Daniele.
Ela se sentiu aliviada porque os resultados do exame mostraram que não aconteceu nada grave, porém a dificuldade e demora no atendimento foram motivo de revolta.
"A gente precisa de todo esse procedimento? Ir para vários hospitais para conseguir o atendimento completo um diagnóstico?", questionou.
O DOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) sobre as denúncias e aguarda retorno.
(DOL)
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