Entre os casarões da rua Cametá, no bairro da Cidade Velha, em Belém, um imóvel tem uma placa de obra do Governo do Estado na sua fachada. Porém, o prédio está abandonado. O descaso foi tanto que, na tarde do último sábado (30), uma parte da frente do imóvel desabou. A placa diz que o casarão está em reforma e que a obra seria concluída em 300 dias, mas não informa a data de início dos reparos.
A técnica de vigilância sanitária, Maura Rezende, 50 anos, mora com mais 5 pessoas na casa ao lado do imóvel. Ela lembra que, por volta das 14h, ouviu um barulho muito forte e se espantou. “Quase minha mãe teve um infarto. Quando fomos ver era a parte da frente dessa casa que estava caindo”, lembra. Segundo Maura, o Governo comprou o casarão para fazer um abrigo para pessoas doentes de outros municípios que fazem tratamento de saúde em Belém.
RECEIO
Maura Rezende lembra que o casarão, construído no século XIX, ainda tinha sala e a fachada quando passou a ser propriedade do Governo do Estado. “Foi caindo tudo. Agora só está a parte da fachada”, comentou. O medo da moradora é que o imóvel todo desabe. “O receio aumenta nesta época do ano, com mais um período de chuvas constantes da capital”, afirma. A obra está orçada em R$ 705 mil.
Do lado de fora do que restou do patrimônio histórico, há rachaduras que assustam a vizinhança. “Isso pode cair a qualquer momento. Essa placa tem mais de 6 anos e essa obra nunca começou”, denunciou a professora Sandra Mendes, que mora em frente ao imóvel do Governo. A moradora diz que já procurou o Governo do Estado, mas nada foi resolvido. “Esse muro tem quase 8 metros e ele pode tombar para cima de nossas casas”, afirmou.
RESPOSTA
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) diz que enviou uma equipe para avaliar a situação da casa. Afirma ainda que os bombeiros também estiveram no local e, por razões de segurança, decidiu interditar um trecho da rua. O Detran também foi acionado para ajudar na operação, até que seja feito o escoramento emergencial do prédio.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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