Servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí, em Ananindeua, ameaçam entrar em greve no próximo dia 15, caso o prefeito Manoel Pioneiro (PSDB) não atenda às reivindicações já discutidas anteriormente com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Na manhã de ontem, os trabalhadores realizaram um ato público em frente ao hospital, na Estrada do Icuí, munidos de cartazes. A manifestação contou com o apoio de diversos pacientes. Os servidores revelaram que o hospital público seria privatizado e que os técnicos de enfermagem estão sem receber a Gratificação de Atividades Especiais (GAE). Segundo os servidores, faltam aparelhos essenciais, como de Raio X.
PRECARIEDADE
De acordo com a enfermeira Waylla Luz, as condições de trabalho são precárias tanto para o servidor, como para o paciente. “Hoje (ontem), por exemplo, não tem dipirona nem buscopan (analgésicos)”, relatou. A enfermeira também afirma que faltam materiais básicos, como luvas, álcool e algodão. “Nós temos de fazer coleta para comprar água mineral”, reclamou. Waylla disse, ainda, que o aparelho de Raio X está sem uso há 1 mês, por falta de manutenção. Enquanto isso, dois respiradores também estariam encostados, numa prova de desperdício de dinheiro público. Segundo ela, a empresa que faz a manutenção dos equipamentos está há 5 meses sem receber. “Por isso, não vem mais fazer a manutenção de computadores, aparelhos de ventilação mecânica e máquina de Raio X. Está tudo sem uso”.
Cerca de 30 servidores, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e em radiologia, decidiram paralisar suas atividades para protestar contra a demora ao atendimento de uma pauta apresentada e acordada há 5 meses com o secretário de saúde, Paulo Campos. “Ele se comprometeu em dar respostas. Mas, até o momento, nada”, disse Carlos Aviz, técnico de enfermagem. Procurada pela reportagem do DIÁRIO, a Prefeitura de Ananindeua não se pronunciou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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