A secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), Heloísa Guimarães, reforça a recomendação para as mulheres evitarem a gravidez, por causa do zika vírus. No Pará, 3 casos de microcefalia foram registrados este ano. Um deles teve a associação com o zika confirmada. “Quem puder adiar o plano de ser mãe, agora, é recomendável”, alertou.
Para as mulheres que já estão grávidas, a Sespa orienta o uso, sempre, de repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo, para evitar picadas do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika, dengue e chikungunya. O 1º caso de microcefalia em Belém relacionada ao zika foi confirmado anteontem. A Sespa informa que o bebê tem 2 meses, mora no Tapanã e nasceu em novembro do ano passado, no Hospital Beneficente Portuguesa.
Depois das análises do Instituto Evandro Chagas (IEC), foi confirmada que a mãe da criança teve zika durante a gravidez. O grande aumento nos casos de microcefalia acontece ao mesmo tempo em que o País vive um surto de casos de zika vírus. Não há como reverter a microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos. A disseminação do zika vírus e sua provável ligação com casos de microcefalia tornaram-se uma emergência de saúde pública internacional, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
VÍRUS
Está confirmado que o zika vírus durante a gravidez pode causar microcefalia, já que foram encontrados vírus no líquido amniótico que envolve o bebê durante a gestação. O vírus também está presente no líquido cefalorraquidiano, presente no sistema nervoso central dos bebês que já foram diagnosticados com microcefalia.
(Diário do Pará com informações da Sespa)
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