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Zenaldo faz surgir “favelão” no centro

Em plena avenida Presidente Vargas, no centro da capital, um cenário degradante provocado pela omissão da Prefeitura de Belém. Em um terreno, localizado no início da via, na esquina com a rua Aristides Lobo, que deveria ser um centro comercial de ambulant

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Em plena avenida Presidente Vargas, no centro da capital, um cenário degradante provocado pela omissão da Prefeitura de Belém. Em um terreno, localizado no início da via, na esquina com a rua Aristides Lobo, que deveria ser um centro comercial de ambulantes, hoje está completamente abandonado. Ali, existem barracas quebradas de madeira, lonas rasgadas, lixo empilhado pelas calçadas. Por todos os problemas, o ambiente atualmente é conhecido como “o Favelão do Zenaldo’. Ao chegar no local, a primeira impressão que fica é o cheiro forte e desagradável.

Em uma das principais avenidas de Belém, o cenário é de desleixo. (Foto: Fernando Araújo)

O esgoto, à céu aberto, fica bem ao lado do terreno. O piso está todo quebrado. Os ambulantes e os poucos consumidores que se arriscam a entrar alí são obrigados a lidar com a falta de estrutura e saneamento básico. Como se não bastasse, a insegurança também ronda o local. “Isso aqui já era pra ter fechado. Só é droga e tudo que não presta. Mas ninguém faz nada”, disse um ambulante que preferiu não se identificar, com medo de represálias.

De acordo com o denunciante, a partir das 18h, quando os ambulantes fecham as suas barracas, o local fica tomado por usuário de drogas e traficantes, que comercializam entorpecentes há anos sem qualquer pudor. O espaço, criado na gestão municipal passada, tinha como finalidade abrigar os ambulantes remanejados das vias públicas do comércio. O projeto previa uma praça de alimentação e de comercialização de produtos em geral, com quiosques padronizados.

(Foto: Fernando Araújo)

Porém, até hoje, essa realidade não passa de um sonho para quem trabalha ali. “Fico muito triste com essa situação”, lamenta Angelita Barbosa, de 39, vendedora de comida, há 8 anos. Ela foi remanejada da rua Gama Abreu. “Esse ambiente é muito ruim. Não podemos nem fazer reforma. A prefeitura não deixa. Diz que tem um projeto”, reclama. Impossibilitada de fazer melhorias por conta própria, ela diz que os compradores se afastaram e que eles não se sentem à vontade comendo no local devido a sujeira e falta de estrutura. O sumiço dos fregueses também é uma reclamação do ambulante Rosival Alves. Ele trabalha há 27 anos com a venda de produtos importados e diz que nunca esteve em um lugar com uma infraestrutura tão precária. “Temos só a promessa. Mas, não temos mais a ilusão que isso aqui irá melhorar”, afirma.

Em nota, a Polícia Militar informou que tem atuado constantemente, em caráter integrado e em suas ações regulares, nas operações de repressão ao comércio ilegal de drogas em toda a cidade e grande Belém. No caso específico da região citada, as ações preventivas são feitas diariamente, com abordagens a pessoas e veículos feitas pelas equipes de policiamento a pé e motorizada. A Prefeitura de Belém também foi contatada sobre o problema, mas até o fechamento desta edição, não deu resposta.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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