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Jatene abandona prédio histórico da PM

Na entrada do local, uma placa informa: “Polícia Militar do Pará - Comando de Missões Especiais”. Porém, basta uma olhada para dentro do portão de tom azul celeste desbotado, que dá pra perceber que o local está completamente abandonado. O prédio históric

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Na entrada do local, uma placa informa: “Polícia Militar do Pará - Comando de Missões Especiais”. Porém, basta uma olhada para dentro do portão de tom azul celeste desbotado, que dá pra perceber que o local está completamente abandonado. O prédio histórico, localizado na esquina da avenida Alcindo Cacela com a rua Fernando Guilhon, no bairro da Cremação, em Belém, já não tem mais portas, janelas, e parte do forro desabou. Há colchões espalhados por todos os lados. O espaço virou abrigo de gatos e cachorros. Há duas viaturas virando sucata no hall de entrada. Um carro está com a identificação do Batalhão de choque, de número 20. O outro de placa NSN-2098, está sem nenhuma identificação.

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A dona de casa Ana Maria Trindade, 61 anos, mora na travessa 9 de janeiro, e para ir à feira da Cremação fazer suas compras, passa diariamente na frente do imóvel. “É uma pena um prédio desse estar assim. Eles colocam tudo que é velho aqui dentro”, diz. Ela lembra que os moradores de rua e usuários de entorpecentes já fizeram do espaço o seu lugar cativo. “Eles ficam mexendo com a gente. Nos intimidam. Nos roubam. E a polícia não faz nada”, afirma. Próximo dalí, funciona o batalhão da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam).

Fachada imponente do local esconde o descaso do Governo com a preservação do patrimônio do Estado. (Foto: Ricardo Amanajás)

ZIKA VÍRUS

Quando a reportagem do DIÁRIO esteve no local, o aposentado Francisco Neto, 83, se aproximou da equipe e logo declarou: “Isso é uma vergonha. O prédio era tão bonito”, lembra. Francisco mora em um edifício bem na frente do antigo quartel. Ele conta, em tom de revolta, que já estudou no espaço e que o mesmo tinha uma bela arquitetura.

Ele relembra que o local também já foi uma escola para os filhos dos militares. No andar alto do prédio, a água da chuva fica acumulada entre os tubos, calhas e pedaço de telhas, o que pode atrair o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus. Para o funcionário público, Sérgio Santos, 53, o local poderia ser reformado, ao invés do Estado gastar com aluguel de outros prédios. “Gastam somas de dinheiro com aluguel. E por que não reformar?”, questiona.

Em nota, a PM informou que o prédio será completamente reformado, dentro de cronograma a ser executado, logo após a conclusão das obras do prédio histórico da rua Gaspar Viana, no centro de Belém. As denúncias a respeito de possíveis focos de insetos serão apuradas de imediato e caso sejam confirmadas serão adotadas as providências para a solução do problema. Denúncias de ações criminosas podem ser feitas diretamente ao Ciop (190) ou ao Disque Denúncia (181).

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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