Novo boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que estão sendo investigados 3.852 casos suspeitos de microcefalia no Brasil, sendo 10 casos no Pará. Desse total, 462 foram confirmados para microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo 41 relacionados ao vírus zika. Do total de notificações, 765 casos foram descartados. Nesta semana foram confirmados 24 novos casos, na comparação com a semana anterior.
O Estado de Pernambuco permanece com o maior número de casos confirmados de microcefalia relacionado ao zika (33), seguidos do Rio Grande do Norte (4), Paraíba (2). Ceará e Pará têm 1 registro cada. Amapá e Amazonas são os únicos estados que não têm nenhum registro de casos suspeitos de microcefalia.
CASOS
Ao todo, 5.079 casos suspeitos de microcefalia foram registrados desde o início das investigações, de 22 de outubro de 2015 até 6 de fevereiro deste ano. No total, foram notificados 91 mortes por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação. Desses, 24 foram investigados e confirmados.
ORIENTAÇÕES
O Ministério da Saúde orienta sobretudo as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença do Aedes aegypti. Os cuidados incluem a eliminação de criadouros do mosquito, além de manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para as grávidas
MICROCEFALIA
A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
(Luiza Mello/Diário do Pará)
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