A facilidade de se relacionar com o público tornou o administrador de empresas Marcus Pereira um publicitário renomado no Pará. Há 15 anos, ele comanda a agência Gamma Comunicação, ao lado do sócio-proprietário Herycles Horiguchi. Pós-graduado em gestão empresarial e marketing de varejo, Pereira iniciou carreira como responsável pelo marketing do Grupo RBA. De lá pra cá, tornou-se empresário e vice-presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), além de presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade no Pará (Abap-PA). Dentro da Gamma, atua ao lado de uma equipe que atende a um mix de clientes, que vai de agências de viagens e construtoras a instituições educacionais, além do varejo.
Apesar de se considerar jovem no ramo, quando se trata de competência e qualidade, Marcus é experiente. Prova disso é o reconhecimento que a Gamma recebeu durante os últimos cinco anos. Desde que foi criado pelo grupo RBA, o Prêmio DIÁRIO-RBA de Publicidade, o mais prestigiado do mercado publicitário do Pará, já coroou cinco vezes a agência. São três primeiros lugares e duas segundas colocações, em diversas categorias. Para Marcus Pereira, essa iniciativa é um grande incentivo às empresas, equipes e aos anunciantes: um verdadeiro reconhecimento ao trabalho dos profissionais e aos clientes, que investem em publicidade.
A Gamma atua nos quatro segmentos avaliados pelo prêmio. E este ano, está entre os 41 finalistas que concorrem em 4 categorias (Varejo Jornal, Varejo TV, Institucional Jornal e Institucional TV). O júri, formando por 25 profissionais do marketing e da publicidade, decidirá no próximo dia 17/02, na Assembleia Paraense, quais são as empresas vencedoras da edição de 2015. As peças e trabalhos, veiculados durante o ano passado, já foram expostos para votação. Agora, Marcus e a equipe Gamma torcem para que o esforço seja reconhecido mais uma vez pelo Troféu Uirapuru - para aumentar a coleção na estante do vitorioso escritório da Gamma, uma das maiores vencedoras da premiação. Veja a entrevista:
P: O que impulsionou sua ida para a publicidade?
R: Quando fui convidado pelo diretor do Grupo RBA, Camilo Centeno, foi para montar a parte operacional. Sempre trabalhei com comunicação, comercial e relacionamento com cliente. E a publicidade sempre teve muito disso: estar em contato com o anunciante, interpretar o que ele precisa, o que quer.
P: O que é indispensável numa boa relação com clientes?
R: Uma relação de confiança. Ela é a base de tudo. Você está lidando com recurso do cliente. A agência tem que ter o comprometimento e a responsabilidade de usar da melhor forma. E a melhor forma é dando retorno ao anunciante. Ter esse perfeito entendimento do que o cliente quer e precisa é indispensável.
P: A que você atribui o sucesso da agência em um mercado tão competitivo?
R: Ao cliente. Ele é o ponto fundamental. Ele precisa confiar no trabalho da agência. O sucesso só existe por que o anunciante acredita e investiu no nosso trabalho.
P: O ano passado foi um ano difícil em todas as áreas. Como lidar com isso?
R: Foi e continua muito difícil. A crise vem para te testar. Não pode perder a vontade, nem o foco. É preciso estar sempre se reinventando. Mais do que isso: conhecer a realidade do mercado e do cliente. Não adianta propor uma campanha fora disso. A gente sabe que não pode baixar a cabeça, nem deixar de ir atrás do cliente. Com muito ou pouco dinheiro, ele está lá. Cabe a nós saber chegar a ele.
P: Quais as estratégias para não deixar a peteca cair?
R: Valorizamos a prata da casa. Somos uma equipe. Trabalhamos focados no cliente. Considero o sucesso do trabalho quando se tem o perfeito entendimento da realidade do cliente e do mercado. Esse é o grande ponto da comunicação: saber como e para quem comunicar. Uma das nossas características é a fidelização. Temos anunciantes desde o início da agência. Há tempo bom e tempo ruim. Temos de nos adequar ao nosso anunciante.
P: O que significa para o mercado o Troféu Uirapuru?
R: Nosso mercado estava carente desse tipo de premiação. É um bem enorme também para o anunciante. É uma valorização do que a gente faz e também do cliente: as peças que temos são dele. Ele é quem merece ser destacado.
P: Qual o cenário do mercado publicitário em 2016?
R: Há exemplos de empresas que, no momento da crise, se reinventaram, renovaram, lançaram produtos e se destacaram. É momento de procurar alternativas. É nosso trabalho encontrar essas melhores alternativas, viáveis à realidade do anunciante.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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