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Deputados e feirantes exigem conversa com Zenaldo

A forma como a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) vem conduzindo o processo de revitalização do complexo do Ver-o-Peso continua sendo rejeitada pelos feirantes que atuam no espaço. No sábado (13), a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da

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A forma como a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) vem conduzindo o processo de revitalização do complexo do Ver-o-Peso continua sendo rejeitada pelos feirantes que atuam no espaço. No sábado (13), a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará e a Associação dos Feirantes do Ver-o-Peso realizaram, na feira, um ato contra a falta de diálogo do prefeito Zenaldo Coutinho.

Ele anunciou a reforma no dia 12 de janeiro passado, dia em que Belém completou 400 anos, mas os feirantes reclamam que o projeto não foi discutido com a categoria. A revitalização está prevista para custar R$ 48,5 milhões, sendo que R$ 25 milhões serão repassados pelo Governo do Estado, R$ 14,5 milhões pelo Governo Federal e R$ 9 milhões pela PMB. Os recursos serão usados na reconstrução dos boxes dos feirantes, na implantação de uma nova cobertura, na melhoria do piso e a reformulação das instalações sanitárias.

O projeto preocupa os manifestantes, já que pode alterar o aspecto histórico da feira. “O Ver-o-Peso é tombado e é um patrimônio histórico do Brasil desde 1977”, destacou Nádia Brasil, membro da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém.

Segundo ela, o projeto da Prefeitura ignora a questão histórica e, se executado, poderá prejudicar a a feira, sobretudo sua arquitetura. “A revitalização pode tirar o título do local como a maior feira livre da América Latina”, afirmou.

>> Veja a galeria da imagens do Ver-o-Peso

Apesar de integrarem o complexo do Ver-o-Peso, a Feira do Açaí, Pedra do Peixe e o estacionamento não foram incluídos na reforma. “Esses espaços não podem ser dissociados do complexo. Então, como eles não foram incluídos no projeto de revitalização do Ver-o-Peso?”, perguntou Nádia.

Para ela, o projeto apresentado pela Prefeitura foi mal elaborado. “Parece que não conhece que esses locais integram e fazem parte do patrimônio e atração turística que é o Ver-o-Peso”, disse. No ato, os feirantes também se mostraram preocupados porque ainda não sabem para que local serão remanejados durante as obras. “O Ver-o-Peso é o local de sustento de todos nós que trabalhamos como feirantes aqui, mas a Prefeitura não apresentou um bom local provisório para que possamos ficar”, disse o feirante Paulo Martins.

REUNIÃO

A Prefeitura de Belém vai, finalmente, se reunir com os feirantes. O encontro está marcado para amanhã. “Vamos participar junto com os feirantes desse encontro e cobrar da Prefeitura que o projeto seja mais claro”, afirmou Nádia Brasil, membro da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém. Uma das cobranças é que a revitalização inclua todo o complexo.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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