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Veja como administrar o seu 1° salário

Depois de enfrentar os estudos, outro desafio dos jovens é conquistar uma vaga no mercado de trabalho e ingressar no primeiro emprego. Com quase nenhuma experiência de como lidar com o dinheiro, fica uma dúvida: o que fazer com o primeiro salário? Os impu

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Depois de enfrentar os estudos, outro desafio dos jovens é conquistar uma vaga no mercado de trabalho e ingressar no primeiro emprego. Com quase nenhuma experiência de como lidar com o dinheiro, fica uma dúvida: o que fazer com o primeiro salário? Os impulsos consumistas e a facilidade de crédito fazem com que seja crescente o número de endividados principalmente entre os mais novos. A dica para não mergulhar nas dívidas é organizar as finanças e traçar um objetivo claro para seu salário.

Durante um mês de trabalho, as tentações são muitas. Com seu salário em mãos, as oportunidades de consumo batem à porta. Aquele velho sonho vem à tona, o impulso de ir atrás do objeto de desejo se torna quase inevitável. Mas é importante avaliar o que realmente é necessário, para não deixar que itens supérfluos tomem conta do seu primeiro ordenado. Para o educador financeiro Rinaldo Domingos, é fundamental que os jovens trabalhadores saibam o real valor do dinheiro que recebem. Isso ajuda a realizar sonhos.

VOCÊ DECIDE

Domingos alerta: um dos grandes nós da má administração do seu dinheiro tem a ver justamente com a sua juventude. Quando se é mais novo, é maior o impulso de se viver intensamente. E é aí que esquecemos que o porvir pode reservar adversidades. “É importante viver o hoje, mas isso não impede que, diante dos primeiros salários, os jovens comecem a planejar o futuro”.

A estudante de ciências contábeis Rayra Costa, de 21 anos, sabe muito bem disso. Ela conquistou o seu emprego aos 18, na creche de sua mãe. Com o seu primeiro salário nas mãos, não se controlou financeiramente: gastou todo o dinheiro com supérfluos. “Fui ao cinema e até comprei uma mochila. Não guardei nada”, lembra a estudante. Com o passar do tempo, Rayra percebeu que a sua remuneração era gasta desenfreadamente. E foi aí que passou a ter vontade de se planejar para conquistar sonhos.



PLANEJANDO

Hoje, ela se mantém apenas com o próprio salário. Compra roupas e objetos pessoais e lembra da época em que gastava a maior parte do seu dinheiro com os lanches da rua. “Comia muito fora de casa. Isso faz a gente gastar sem perceber”, diz Rayra. E quando a razão entra em campo, as metas surgem. “Em maio, quero ir a um festival de música, em São Paulo”.

A ideia amadureceu e foi posta em prática há um semestre. Parte do salário começou a ser guardada todo mês. “O que conseguir reservar vai ser para minha despesa. Passagens e hospedagem serão pagas no cartão de crédito”, explica. Contudo, não é só a diversão que faz parte do planejamento da jovem. Ela pretende economizar para investir em cursos profissionais e melhorar o currículo. “Depois da viagem, vou investir na minha carreira”, conta.

REGRAS DE OURO

O educador financeiro Rinaldo Domingos ensina: o caminho para uma vida financeira saudável baseia-se em quatro etapas: diagnosticar, sonhar, orçar e poupar. E nessa metodologia de educação financeira, o primeiro pilar é diagnosticar. “Faça uma ‘fotografia’ da situação, saiba o ganho líquido, o que gasta, o que tem de dívida ou quanto tem de dinheiro guardado”, aponta o especialista. Nessa fase é importante perceber para onde está indo cada centavo gasto. No fim do mês, isso é totalizado e analisado. “A surpresa é muito grande. As pessoas não sabem onde gastam, principalmente pequenos valores”, ressalta.

O segundo passo é estabelecer metas e saber onde se quer chegar. Para isso, deve-se saber quanto custa o sonho e em quanto tempo queremos realizá-lo. “Guarde parte do dinheiro para realizar esse sonho”, diz. E há sonhos de curto prazo, de até um ano. De médio prazo, de um ano até dez anos, e também os de longos prazos, realizáveis para além de 10 anos. “Isso é essencial para não desanimar e focar os objetivos”.

‘Orçar’ é o terceiro passo. A avaliação servirá para uma visão plena da situação financeira: quanto o ganho? Quanto gasto? Quanto estou reservando de dinheiro para os sonhos?

Por fim, o último passo é poupar. Ou seja, guardar dinheiro. A economia pode ser feita através de uma caderneta de poupança, com título do governo e na compra de ações. Não importa: o fundamental é guardar a quantia. “Isso garante a realização dos sonhos”, assegura Domingos. Importante: o tipo de investimento dependerá do prazo dos objetivos. Não adianta investir em ações se é preciso dinheiro em curto prazo.

A estudante de pedagogia, Andressa Araújo, 22, já aprendeu a lição. Analisou a sua situação financeira e traçou o sonho de viajar para São Paulo. O prazo: final de 2016. Por isso, desde dezembro passou a economizar parte de seu salário. "Já tenho o dinheiro da passagem”.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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