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Confira sete dicas para poupar na faculdade

Para investir no sonho de ingressar em uma faculdade e ter um futuro profissional, o estudante Marcus Felipe Palheta, 30 anos, tomou uma atitude que mudou radicalmente seu estilo de vida. Há 2 anos, ele resolveu pedir demissão do emprego para se dedicar e

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Para investir no sonho de ingressar em uma faculdade e ter um futuro profissional, o estudante Marcus Felipe Palheta, 30 anos, tomou uma atitude que mudou radicalmente seu estilo de vida. Há 2 anos, ele resolveu pedir demissão do emprego para se dedicar exclusivamente aos estudos. Deu certo. Mas ele teve de cortar gastos. Atualmente cursando o 5º semestre de Jornalismo em uma faculdade de Belém, Marcus revela que precisou economizar com lazer e supérfluos, além de evitar qualquer tipo de dívida. Antes, ele tinha salário de R$ 1.500. Hoje, mora com a mãe e a irmã mais nova no bairro de Val-de-Cans e divide o tempo entre o estágio, pela manhã, e faculdade à noite.

Com a bolsa de R$ 550 que recebe no estágio, ele paga os custos com transporte, alimentação, material de estudo, trabalhos do curso e ainda consegue ajudar com os gastos domésticos. Apenas as despesas do estudo e estágio somam cerca de R$ 250 mensais. A cada 3 meses, Marcus ainda paga uma taxa de R$ 50 à instituição bancária, que serve como abatimento dos juros de seu financiamento estudantil. “O salário do meu antigo trabalho me permitia usufruir de muitas coisas que hoje não posso”, lembra. “Mas tenho outras metas e sei que lá na frente terei retorno”.

BOLSAS

Marcus Felipe Palheta também optou pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e conseguiu 100% do financiamento. Ou seja, ele só começará a pagar as mensalidades da faculdade no período entre 1 ano e 8 meses a 2 anos após concluir o curso. Sem o programa de financiamento estudantil, a situação seria ainda mais complicada para ele.

Reinaldo Domingos, especialista em Educação Financeira, explica que a concorrência nas universidades estaduais e federais e o sucateamento do ensino público têm feito com que mais estudantes procurem as faculdades particulares. Ele orienta que os alunos busquem opções de bolsas federais. Existem alternativas, como o Programa Universidade Para Todos (ProUni), que dá bolsas de estudo para pessoas de baixa renda. “O próprio Fies é um financiamento estudantil a juros baixos e bom prazo de pagamento”, ensina. Veja, acima, outras dicas do especialista para você economizar na faculdade.

FINANCIAMENTO: PROUNI X FIES

PROUNI

O Programa Universidade para Todos oferece, para estudantes de baixa renda, bolsas de estudo integrais ou parciais - quando o estudante precisa arcar com 50% das mensalidades do curso - em faculdades ou universidades particulares. O ProUni também seleciona os candidatos com base na pontuação obtida pelo Enem: é necessário ter feito mais de 450 pontos na prova, e não ter tirado nota zero na redação.

FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa, também do Ministério da Educação, que financia a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições particulares. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nas avaliações do MEC. Desde 2010, o Fies passou a operar em fluxo contínuo, ou seja, o estudante pode solicitar o financiamento em qualquer período do ano, de acordo com a sua necessidade.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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