Vários deputados de oposição ao Governo do Estado repercutiram, durante a sessão plenária de ontem (16), o assassinato de Luiz Antônio Bonfim, 45 anos. A vítima era presidente do PC do B em São Domingos do Araguaia e foi morto há 4 dias. O líder da sigla na Assembleia Legislativa, Lélio Costa, demonstrou sua indignação, apresentando um requerimento que propõe a ida de uma comitiva parlamentar até o município para acompanhar as investigações. “Se o Poder Executivo vai ficar quieto, fica o recado de que o Poder Legislativo não ficará”, anunciou.
Para o deputado, a barbárie está tomando conta do Estado, que possui um histórico cada vez mais sangrento quando o assunto é mortes ligadas a conflitos agrários. “O combustível que aciona esse gatilho é a impunidade”, afirmou. Tércio Nogueira (PROS) demonstrou solidariedade e afirmou que esse será mais um caso de crimes não elucidados. Carlos Bordalo (PT), considera que trata-se de mais um crime no rastro de execuções de líderes comunitários.
FALÊNCIA
Bordalo cita episódios recentes, como a morte de um líder comunitário em Castanhal, executado na própria barraca, e do prefeito de Goianésia, morto em um velório. “Se providências não forem tomadas, poderá haver uma chacina em Paragominas, em breve”, alertou, ao relatar as ameaças sofridas por famílias assentadas em terras destinadas à Reforma Agrária, por parte de pistoleiros de um fazendeiro local. Ozório Juvenil, do PMDB, falou da falência do sistema de Segurança Pública. “Infelizmente o Governo só dá atenção aos crimes midiáticos. Em Altamira, por exemplo, o estado é de terror”, afirmou Juvenil.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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